MOÇÃO DE REPÚDIO

Presidente da Câmara de Bertioga rebate dirigente regional, que mandou professores roçarem mato

Carlos Ticianelli (PSDB) fala em ‘brincadeira de mal gosto’, cobra seriedade e questiona serviços não executados pela Regional de Ensino

Antonio Pereira
Publicado em 10/02/2021, às 15h35 - Atualizado às 15h49

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Problemas estruturais da EE Jardim Vicente de Carvalho foram lembrados pelo parlamentar - Divulgação
Problemas estruturais da EE Jardim Vicente de Carvalho foram lembrados pelo parlamentar - Divulgação

O presidente da Câmara de Bertioga (SP), vereador Carlos Ticianelli (PSDB), repudiou a fala do dirigente regional da Secretaria de Educação do Estado João Bosco Arantes Braga Guimarães, responsável pelas unidades de Bertioga, Guarujá, Cubatão e Santos. O dirigente sugeriu que professores e diretores capinassem as escolas enquanto não se inicia o ano letivo. Em nota a secretaria respondeu que Guimarães se expressou de maneira inadequada, enquanto ele, por sua vez, disse que sua fala foi retirada de contexto. O sindicado da categoria também se posicionou. Veja o vídeo:

Ticianelli afirmou que as maquinas e roçadeiras deveriam ser utilizadas sim, mas pelo próprio dirigente porque o trabalho atrás da mesa não está sendo feito da maneira correta, o que seria a designação de equipes de manutenção do estado.

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“Há uns quatro anos estive com ele (Guimarães) em Santos e ele se comprometeu a resolver os problemas estruturais de prédios e quadras de algumas das escolas da nossa cidade, entre elas a Vicente de Carvalho, o que não aconteceu até agora. Se ele tivesse se mexido, de repente, poderíamos ter salvo a unidade e não teríamos os alunos sem escola e, com o prefeito correndo atrás de verba para a construção de um novo prédio”, disse.

A moção de repúdio será apresentada na próxima sessão da Câmara, marcada para terça-feira, 16 e, segundo o vereador, será encaminhada ao deputado estadual Cauê Macris do mesmo partido para ser levada ao governador João Dória.

Entenda o caso

A polêmica declaração foi feita no último dia 21 de janeiro em reunião virtual com equipes pedagógicas e ficou disponível até sexta-feira, 5, no perfil do Núcleo Pedagógico de Santos, antes de ser retirada do ar pelos administradores da página. O desvio de função gerou impasse com os profissionais da área.

Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) a proposta do dirigente caracteriza a falta de planejamento da Pasta, que teve tempo mais que suficiente para providenciar que as escolas estivessem em condições adequadas ao retorno dos alunos sem a necessidade desse tipo de medida.

Secretaria da Educação

Por meio de nota a Secretaria da Educação do Estado São Paulo afirmou que o dirigente regional se expressou de maneira inadequada:

"A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo [Seduc-SP] esclarece que o dirigente regional de Santos se expressou de maneira inadequada durante a reunião. As escolas da rede estadual possuem contratos com empresas de limpeza para a realização deste tipo de trabalho, inclusive através de investimentos como o Programa Dinheiro Direto na Escola [PDDE]. Em 2020, as 5,1 mil escolas estaduais receberam R$ 700 milhões pelo Programa Dinheiro Direto na Escola de SP. A verba foi destinada para manutenção e conservação das unidades para a volta segura das aulas presenciais. Outros R$ 700 milhões já foram liberados para os preparativos do ano letivo de 2021. O dirigente será reorientado e está à disposição para esclarecimentos".

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