Polícia Militar Ambiental encontrou quatro araras-canindé e dois jabutis mantidos irregularmente no bairro Sítio São João; multas somam R$ 42 mil

O canto de araras chamou a atenção de policiais militares ambientais durante um patrulhamento pelo bairro Sítio São João, em Bertioga, na Baixada Santista, e levou à descoberta de seis animais silvestres mantidos irregularmente. A ocorrência resultou no recolhimento de quatro araras-canindé (Ara ararauna) e dois jabutis ((Chelonoidis carbonarius), além da aplicação de R$ 42 mil em multas.
Segundo a Polícia Militar Ambiental, a equipe ouviu o som característico das aves enquanto percorria o bairro e decidiu verificar de onde vinha. Ao chegar ao local, os agentes encontraram quatro araras-canindé mantidas sem a regularização exigida.
Durante a fiscalização, os policiais também localizaram dois jabutis em situação irregular. Os seis animais foram recolhidos e encaminhados a um centro de triagem de animais silvestres.
O responsável recebeu multa de R$ 40 mil pela criação irregular das quatro araras-canindé. Pelos dois jabutis, foram aplicados outros R$ 2 mil em autuações, o que elevou o valor total das penalidades administrativas a R$ 42 mil.
A Polícia Militar Ambiental não informou a data da ocorrência nem a identidade do responsável. Também não foram divulgadas informações sobre as condições de saúde dos animais ou a possibilidade de retorno à natureza.
A arara-canindé (Ara ararauna) é uma das aves mais conhecidas da fauna brasileira, facilmente identificada pela plumagem azul nas costas e amarela no peito e no ventre. A espécie pode atingir cerca de 90cm de comprimento e possui bico forte, utilizado para quebrar sementes e frutos. Encontrada em diferentes regiões do Brasil, habita áreas de florestas, matas de galeria e ambientes próximos a rios. Seu canto alto e característico permite identificar sua presença mesmo à distância.
Além da beleza, a arara-canindé desempenha papel importante no equilíbrio ambiental, especialmente pela dispersão de sementes, que contribui para a regeneração da vegetação.
A espécie costuma viver em casais ou grupos e apresenta comportamento social. Embora não esteja globalmente ameaçada de extinção, enfrenta riscos associados à perda de habitat e à captura para o comércio ilegal de animais silvestres. No Brasil, a manutenção de exemplares em cativeiro exige comprovação de origem legal e cumprimento das normas ambientais.
A arara-canindé (Ara ararauna) não está atualmente classificada como ameaçada de extinção no Brasil. A espécie também aparece na categoria “Pouco Preocupante” (LC) da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Apesar disso, enfrenta ameaças como o desmatamento, a perda de habitat e a captura ilegal para criação em cativeiro e comércio de animais silvestres. A ausência de risco imediato de extinção não significa que a espécie esteja livre de ameaças, o que reforça a importância da fiscalização ambiental e da preservação de seus habitats naturais.