Grávida faleceu em acidente trágico envolvendo ônibus clandestino e deixou quatro filhos, ainda crianças, órfãos

Um ônibus sem freio causou uma morte e deixou dezenas de pessoas feridas. O veículo, que seguia pela rodovia Mogi-Bertioga, neste domingo (7), tinha como destino o litoral paulista, porém, uma falha técnica causou uma catástrofe.
Angélica Mesquita, de 36 anos, moradora do bairro Vila União, em Guarulhos, faleceu ainda no local do acidente. A vítima deixou quatro filhos, que ainda ainda são crianças.
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Por volta das 5h16 da manhã, altura do km 86, na rodovia Mogi-Bertioga, o veículo perdeu o controle, devido uma falha grave no sistema dos freios e tombou.
O acidente deixou 34 feridos, entre eles uma criança de 2 anos em estado grave, que foi encaminhada ao Hospital Irmã Dulce em Praia Grande e segue internada na Unidade de Terapia Intentiva (UTI) pediátrica. Em atualização, no Hospital Municipal de Bertioga permanecem somente seis pessoas em observação.
O motorista relatou para as autoridades que tentou reduzir as marchas, porém, não conseguiu, causando uma colisão com a guia, invadindo posteriormente a pista contrária.
O Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e socorristas da Riviera de São Lourenço foram acionados para ajudar no socorro das vítimas. A grande maioria dos envolvidos teve somente escoriações leves.
A Artesp, por meio de nota, revelou que o veículo da empresa Juli Wil Locadora Transporte e Turismo Ltda era clandestino, e não possuía registro junto à agência. O órgão lamenta o acidente e afirma constantes fiscalizações em todo o Estado de São Paulo.
Ainda de acordo com a Artesp, é necessária atenção extrema com o transporte clandestino, que expõe os passageiros ao perigo, pois as documentações e protocolos de segurança não são seguidos.
A Secretária de Turismo de Bertioga ressalta que não houve solicitação de entrada do veículo em questão, visando o fato de que ônibus e vans de turismo devem protocolar a vinda com o órgão municipal para, então, entrar na cidade.