Médica do condomínio Morada da Praia teria exigido R$400 para medicar homem que sofreu mal súbito; porteiro morreu devido a uma parada cardiorrespiratória

Uma médica está sendo investigada pela denúncia de exigência de pagamento de R$400 para prestar socorro médico a um homem que sofreu um mal súbito em uma residência no condomínio Morada da Praia, localizado em Boraceia, bairro de Bertioga, litoral de São Paulo.
De acordo com a testemunha do incidente, o porteiro Erivaldo Souza Borges, 52 anos, estava hospedado na casa de uma amiga na noite do dia 7 de maio quando sofreu um mal súbito e foi solicitado o socorro médico do ambulatório do condomínio.
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Uma médica compareceu ao local e avaliou a situação de Erivaldo, mas não ministrou qualquer medicação alegando que seria necessário transportar o paciente até a ambulância. No entanto, a médica teria exigido o pagamento de R$400.
Enquanto o pagamento não era feito, o paciente sofreu uma convulsão e a ambulância do condomínio que havia sido chamada anteriormente acabou saindo do local sem prestar socorro ao paciente, o que resultou em um tempo de espera de 28 minutos até que uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegasse ao condomínio para prestar o socorro necessário.

Em nota enviada à reportagem, a prefeitura de Bertioga informou, por meio do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), responsável pela gestão do Hospital Municipal, que o SAMU socorreu o paciente no condomínio e o encaminhou para o Hospital Municipal de Bertioga, onde recebeu atendimento médico imediato e foi internado.
“Devido ao agravamento do estado de saúde do paciente, ele foi transferido no dia 14 para o Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, por meio da Central de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde (Cross)”, disse a prefeitura.
A morte do paciente aconteceu um dia após ser transferido para o município vizinho, a causa do óbito, segundo informou o HSA à reportagem, foi em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.
Após o incidente, a filha da vítima procurou a delegacia da cidade e prestou depoimento às autoridades que já estão investigando o caso para apurar se houve negligência por parte da médica no atendimento prestado ao paciente e se houve alguma irregularidade na cobrança do valor exigido.
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À reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Erivaldo. Segundo a SSP, o caso foi registrado como omissão de socorro na Delegacia Sede de Bertioga e está sob investigação.
Procurada, a Associação dos Condôminos do Loteamento Morada da Praia não respondeu ao nosso contato até a publicação desta reportagem. O Portal Costa Norte não conseguiu contato com a médica investigada.