
A baleia de Bryde (Balaenoptera edeni), de aproximadamente 12 metros, encontrada morta, na tarde de quarta-feira, 22, enroscada em uma rede de pesca fantasma, no canal de São Sebastião, foi fundeada na quinta-feira, 23, pela equipe do Instituto Argonauta, após receber um acionamento sobre a presença de uma carcaça no local.
O morador da ilha, Vanderlei Luís Soares Filho, ajudou a equipe na retirada da rede que a prendia. Já com o apoio da Defesa Civil de São Sebastião, a equipe do Instituto rebocou a baleia para melhor avaliar os procedimentos a ser tomados a seguir.
Na quinta-feira, a baleia foi fundeada em uma costeira protegida para evitar transtornos e acidentes. Hugo Gallo, oceanólogo e presidente do Instituto Argonauta, falou sobre o procedimento: “Baleias à deriva podem ser um grande risco à navegação, em especial, para barcos que navegam à noite. Desta forma, toda vez que ancoramos uma baleia numa costeira e avisamos a Marinha, além de uma correta destinação ao corpo do animal, evitamos acidentes no local”.
Infelizmente, esse é só mais um exemplo dos estragos que as redes de pesca abandonadas ou perdidas no mar fazem, já que continuam enroscando em sua trama diversos peixes, além de aves, répteis e mamíferos marinhos. O Instituto alerta que, caso se aviste um animal marinho debilitado ou morto nas praias de Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela ou São Sebastião, deve-se entrar em contato pelo telefone 0800 6423341.
O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras, de produção e escoamento de petróleo e gás natural no polo pré-sal da Bacia de Santos. O projeto é conduzido pelo Ibama, coordenado pela Univali e executado pelo Instituto Argonauta, no litoral norte do estado de SP.
Foto: Celso Moraes/PMSS