Mais de 9,8 mil mulheres já receberam o suporte financeiro de emergência em São Paulo
Redação
Publicado em 01/10/2026, às 18h00

Mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade social, no estado de São Paulo, contam com um importante mecanismo para romper o ciclo de abusos e reconstruir a vida com segurança.
O programa Auxílio-Aluguel, gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), disponibiliza uma bolsa mensal de R$500 por um período inicial de seis meses, com possibilidade de renovação por igual período após avaliação técnica.
Criado no início de 2025, o benefício já alcançou mais de 9,8 mil mulheres em território paulista, somando um investimento governamental superior a R$ 33 milhões.
A iniciativa atinge atualmente 593 municípios, representando cobertura de 91,9% do estado, com a proposta de atuar como socorro financeiro imediato para custear moradia, contas de água, energia elétrica, alimentação e outras necessidades urgentes da beneficiária.
Para pleitear a bolsa, a mulher precisa cumprir quatro requisitos obrigatórios definidos por decreto estadual: residir no estado de São Paulo, ter renda familiar prévia à separação de até dois salários mínimos, comprovar o estado de vulnerabilidade e possuir medida protetiva de urgência expedida pelo Poder Judiciário estadual com base na Lei Maria da Penha.
A comprovação dos critérios exige a apresentação de documentos oficiais enviados por meio digital ou entregues na rede de atendimento socioassistencial.
O cadastramento presencial ocorre nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) das cidades integradas ao programa.
Nos 52 municípios paulistas que ainda não efetivaram a adesão formal, a solicitante pode encaminhar a documentação digitalizada diretamente para o e-mail oficial [email protected].
Após o trâmite de análise e deferimento da proposta pela equipe técnica da Seds, o repasse do dinheiro ocorre por meio de Poupança Social Digital do Banco do Brasil. As inscritas que obtiverem a aprovação até o dia 30 de cada mês têm a verba liberada na conta bancária até o dia 10 do mês subsequente.
Além do auxílio financeiro, o programa estabelece um trabalho integrado entre as demais redes públicas para apoiar o fortalecimento da mulher. As beneficiárias contam com atendimento interdisciplinar nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), núcleos da Defensoria Pública e postos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).