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Documentário em realidade virtual explora o arquipélago de São Pedro e São Paulo

Produção em 360 graus acompanha pesquisadores na Amazônia Azul. O acesso é gratuito por meio de celulares, computadores e óculos imersivos


Redação
Publicado em 08/10/2026, às 14h42


Rochas e o mar
Obra permite que o público explore as ilhas rochosas e a biodiversidade oceânica do arquipélago brasileiro - Divulgação


Um novo documentário em realidade virtual de 360 graus permite que o público explore o arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado na Amazônia Azul. A obra registra o trabalho contínuo de equipes científicas e militares para garantir a ocupação e a soberania brasileira sobre uma Zona Econômica Exclusiva de 450 mil quilômetros quadrados.

A jornada da equipe começa em Natal, no Rio Grande do Norte, a bordo do Navio Balizador Comandante Manhães (H-20), com o apoio logístico da Marinha do Brasil. A viagem oceânica no Atlântico Equatorial dura três dias até alcançar as formações rochosas, que não possuem praias ou faixas de areia. Por questões de segurança, a embarcação permanece amarrada a uma poita a 500 metros de distância. Os militares operam botes para o desembarque de pesquisadores e mantimentos.

Por meio de smartphones, tablets ou óculos de realidade virtual (como o Meta Quest), os espectadores vivenciam a sensação de presença física no local. A experiência imersiva inclui a navegação em mar aberto, a rotina dentro da Estação Científica, a vista do ponto mais alto do farol e o mergulho nas águas cristalinas da enseada.

Frentes de pesquisa

A produção destaca o trabalho de diversas instituições de ensino e preservação ambiental no arquipélago. Principais projetos monitorados pela equipe do documentário:

  • Monitoramento de cetáceos: o projeto Sentinelas da Amazônia Azul, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), rastreia a presença de baleias e golfinhos na rota migratória. A pesquisadora Renata S. Sousa chefia o núcleo;

  • Aves marinhas: profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) controlam e contam as populações de aves locais, como atobás e viuvinhas;

  • Fauna subaquática: cientistas utilizam câmeras aquáticas para gravar e monitorar a diversidade de peixes. A Fundação de Estudos do Mar (Femar) e a Petrobras subsidiam as embarcações de apoio contratadas pela Marinha;

  • Ecossistema único: o filme exibe a surpreendente adaptação da fauna terrestre nas rochas escuras, com destaque para os caranguejos-aratu, que dividem o espaço com as aves.

O diretor do projeto, Silvio Reis Junior, ressalta a importância da obra para a democratização da cultura e do conhecimento.

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é um tesouro nacional que pouquíssimos brasileiros terão a oportunidade de visitar presencialmente. Levar essa experiência em Realidade Virtual 360º para as escolas, para a internet e para o público geral é uma forma de aproximar nossa população da Amazônia Azul, mostrando como o fomento cultural do Governo de São Paulo, a ciência nacional e a Marinha do Brasil trabalham juntos pela nossa soberania e pela preservação do oceano", afirma Reis Junior.

A organização planeja palestras educativas e negocia exibições imersivas em escolas e espaços culturais do estado de São Paulo. Confira a lista com as informações de acesso gratuito ao documentário:



  • Portal oficial:portaldaamazoniaazul.com.br;

  • YouTube: canal oficial (@portaldaamazoniaazul);

  • Redes sociais: perfil do projeto no Instagram (@release360);

  • Formatos: vídeo imersivo 360º / 8K VR (compatível com os sistemas iOS e Android, além de navegadores de computador e óculos de realidade virtual).

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