DINHEIRO NO BOLSO

Bolsa Família começa a pagar novo valor nesta segunda-feira (19)

Reajuste de 15,04% eleva o benefício mínimo para R$691 por família; depósitos seguem até 30 de outubro, com calendário unificado

Imagem ilustrativa sobre o pagamento do novo valor do Bolsa Família
Pagamentos de outubro começam pelos beneficiários com NIS de final 1 e incluem parcelas reajustadas - Imagem Ilustrativa/IA


A Caixa Econômica Federal começa a pagar, nesta segunda-feira (19), o Bolsa Família de outubro de 2026, com os valores reajustados pelo governo federal. O aumento de 15,04% elevou o benefício mínimo de R$600 para R$691 por família. Os primeiros a receber são os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.

Atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120, publicado em setembro, em edição extra do Diário Oficial da União. A norma corrigiu os valores com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Neste mês, os pagamentos serão unificados a partir de quarta-feira (21) para os beneficiários com NIS terminado em 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 e 0. Segundo o governo, a medida também será adotada em novembro e dezembro.

Calendário do Bolsa Família de outubro

Os depósitos são escalonados conforme o último número do NIS, impresso no cartão do programa. Confira as datas previstas para outubro:

  • NIS final 1: segunda-feira, 19 de outubro;

  • NIS final 2: terça-feira, 20 de outubro;

  • NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0: quarta-feira, 21 de outubro.

Beneficiários que vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal recebem de forma unificada nesta segunda-feira (19), primeiro dia do calendário.

O pagamento do Bolsa Família costuma ocorrer nos últimos dez dias úteis de cada mês. A exceção é dezembro, quando os depósitos são antecipados. O calendário informado para os próximos meses prevê pagamentos de 16 a 30 de novembro e de 10 a 23 de dezembro.



Quais são os novos valores do Bolsa Família?

Além do benefício mínimo, as parcelas complementares também foram reajustadas. Os valores variam conforme a composição de cada família e os critérios de cada benefício.

Confira as mudanças:

  • Benefício de Renda de Cidadania: passa de R$142 para R$164 por integrante da família;

  • Benefício Primeira Infância: aumenta de R$150 para R$173 por criança de zero a sete anos incompletos;

  • Benefício Variável Familiar: sobe de R$50 para R$58 por integrante, destinado a gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos;

  • Benefício Variável Familiar Nutriz: o valor informado para bebês de até seis meses passa de R$50 para R$58.

O Benefício Complementar garante que a soma das parcelas não fique abaixo de R$691. Quando o cálculo dos benefícios resulta em um valor inferior ao piso, o programa acrescenta a diferença necessária para alcançar o mínimo garantido.



Por isso, R$691 não é um valor único pago a todos os beneficiários. O total recebido depende da quantidade de integrantes da família e dos benefícios adicionais aos quais ela tem direito.

Por exemplo, uma família de três pessoas teria uma base de R$492 pelo Benefício de Renda de Cidadania, considerando R$164 por integrante. Como o valor fica abaixo do piso, recebe o complemento necessário para chegar a R$691. Já uma família de cinco integrantes teria uma base de R$820, antes de considerar outros benefícios aplicáveis.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

A principal regra de renda para receber o programa é ter renda mensal familiar de até R$218 por pessoa. Para calcular, é necessário somar os rendimentos da família e dividir o resultado pelo número de integrantes. Se o valor por pessoa estiver dentro do limite, a família poderá ser elegível, desde que atenda aos demais critérios.



Também é necessário manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e cumprir as condicionalidades de saúde e educação. Entre elas estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, a vacinação em dia e o acompanhamento pré-natal das gestantes.

A inscrição no CadÚnico é um pré-requisito para a análise, mas não garante a entrada automática no Bolsa Família. A família precisa aguardar a avaliação de enquadramento nas regras do programa.

Como consultar e movimentar o benefício?

Para consultar a situação do benefício, os extratos e os valores liberados, os beneficiários podem utilizar os aplicativos oficiais do Bolsa Família e do Caixa Tem, além do Portal Cidadão da Caixa. Dúvidas sobre regras e cadastros podem ser esclarecidas pelo Disque Social do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), pelo telefone 121.



O dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem e pelo internet banking, sem necessidade de comparecer a uma agência bancária. Também é possível usar o cartão do programa para fazer compras em estabelecimentos comerciais, na função débito.

Quem preferir sacar o dinheiro pode utilizar terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou agências da Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos do programa.

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