Tarifa já existia, mas expansão de veículos elétricos ampliou polêmica; governo reforça sinalização e apoio nos terminais do litoral paulista

Sim, bicicletas, motos e até patinetes elétricas precisam pagar tarifa nas travessias de balsas no litoral de São Paulo. A cobrança não é novidade, mas voltou a gerar debate nas redes sociais após a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio do Departamento Hidroviário (DH), instalar placas que reforçam o pagamento da tarifa.
Segundo a Semil, as placas foram instaladas devido ao aumento da variedade de modelos motorizados, sejam movidos a combustão ou eletricidade, e afirma que o objetivo é regulamentar o transporte desses veículos e manter o equilíbrio dos custos operacionais.
Além das bicicletas elétricas, também pagam a tarifa motocicletas, ciclomotores, motonetas, bicicletas motorizadas a combustão, patinetes elétricas e até carrinhos de sorvete. Os valores variam de acordo com a travessia.
Na balsa de Ilhabela, o custo é de R$ 9,50 em dias úteis e R$ 14,20 em fins de semana e feriados. Já na balsa Santos–Guarujá, a tarifa é de R$ 6,20 em qualquer dia, enquanto na balsa Bertioga–Guarujá o valor é de R$ 3,10 em dias úteis e R$ 4,65 em fins de semana e feriados.
Para a Semil, a decisão segue uma resolução estadual, e os valores permanecem congelados desde 2018. Ainda assim, internautas afirmam que a cobrança desestimula o uso de transportes sustentáveis, como as bicicletas elétricas, que poderiam ajudar a reduzir congestionamentos e poluição.
Diante da diversidade crescente, a Coordenadoria de Travessias reforçou a comunicação por meio de sinalização e equipes de apoio, disponíveis para esclarecer dúvidas antes do embarque. A imagem da placa, no entanto, viralizou nas redes sociais esta semana e gerou debate entre os internautas.
Para os usuários do serviço, a decisão contraria políticas de incentivo à mobilidade sustentável. "Acredito que bicicletas e motos elétricas deveriam ter isenção, porque são meios de transporte sustentáveis que ajudam a reduzir poluição e trânsito. Cobrar tarifa desestimula quem escolhe opções mais limpas e vai contra o incentivo à mobilidade sustentável", escreveu um internauta.