Exposição do Núcleo São Sebastião do Parque Estadual da Serra do Mar exibe fotos do universo marinho até 15 de junho; mostra sobre o universo terrestre irá até 29 de julho
Da Redação
Publicado em 10/06/2018, às 13h41 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h55
Em São Sebastião, prossegue até 29 de julho a exposição Um Olhar Sobre A Mata Atlântica - Nossa Biodiversidade Pede Socorro!, realização da Secretaria de Turismo em parceria com o Parque Estadual Serra do Mar (Pesm), aberta em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, no Centro de Informações Turísticas da rua da Praia.
O objetivo da exposição é levar mais informação ao público sobre o Núcleo São Sebastião do Pesm e suas ações. Ricardo Romero, gestor desse núcleo, explica: "Nossa mostra busca despertar o reconhecimento da importância de se manter a floresta em pé e a manutenção da sua biodiversidade de fauna e flora. Busca provocar a sensação de pertencimento dos visitantes em relação à floresta, já que somos parte dela".
A mostra engloba os universos marinho, com uma exposição de fotos, e terrestre, com apresentação da diversidade de aves do bioma Mata Atlântica e do problema da caça de animais, com a exibição de gaiolas e armadilhas, além da exibição de materiais do acervo biológico do Pesm, de sementes a animais peçonhentos em vidro.
A exposição de fotos do universo marinho ficará no CIT até o dia 15 de junho e a exposição sobre o mundo terrestre, até 29 de julho. Grátis.
O Pesm
Criado em 1977 e ampliado em 2010, o Parque Estadual Serra do Mar é a maior Unidade de Conservação (UC) de toda a Mata Atlântica. Dividido em diversos núcleos, seus 332 mil hectares protegem 25 municípios paulistas, conectando florestas da Serra do Mar da divisa entre os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro ao litoral sul, na altura de Peruibe e Itariri.
O Núcleo São Sebastião
Criado em 1998, o Núcleo São Sebastião possui uma extensão de 26.268 hectares, abrangendo o município de São Sebastião. No final de 2010, a ampliação do Parque Estadual da Serra do Mar incorporou novas áreas a ele, como a praia Brava e todo o costão rochoso até Maresias, além das penínsulas localizadas entre as praias de Maresias, Paúba, Santiago, Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno. Costões rochosos são importantes nichos ecológicos para alimentação e abrigo de espécies marinhas.