Espaço na avenida Conselheiro Rodrigues Alves funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h, e apresenta mais de 130 anos de história portuária
Redação
Publicado em 20/01/2026, às 16h09
Entre mais de dois mil itens distribuídos em 20 salas, o Museu do Porto de Santos apresenta parte da trajetória do maior porto da América Latina.
Instalado em antigo casarão amarelo na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, s/nº, no bairro do Macuco, o espaço tem entrada gratuita e funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 17 horas.
Inaugurado em 1º de setembro de 1989, o museu reúne peças históricas, equipamentos originais e curiosidades que ajudam a entender como as atividades portuárias se transformaram ao longo de mais de 130 anos.
Visita percorre ambientes organizados de forma cronológica, do início da operação às fases mais recentes do porto.
Entre os itens citados como destaques estão cabines de comando trazidas da França, e objetos expostos nos andares superiores, como uma carteira de cocheiro, documento exigido para condução, época em que esse tipo de registro era obrigatório.
Durante o percurso, o museu também compartilha histórias ligadas ao cotidiano do cais. Uma delas envolve a origem do termo “puxa-saco”. Segundo o relato apresentado nas visitas, a expressão surgiu nos trapiches, grandes armazéns onde se trabalhava com sacarias de café, açúcar e outros produtos; os estivadores que puxavam as sacas eram chamados de “puxa-sacos”, e a palavra ganhou, com o tempo, o sentido de bajulador.
Visitas guiadas são conduzidas por Altieli dos Santos, auxiliar portuário. Ele afirma que o espaço ajuda a conectar a história do porto ao desenvolvimento urbano. “Aqui é contada a história do porto de Santos desde o começo, desde a época dos trapiches até o porto organizado. Isso ajuda as pessoas a entenderem como o crescimento do porto influenciou diretamente o desenvolvimento da cidade”, diz.
Altieli também relata a reação de parte do público ao fim do passeio. “Eles pensam que não vão encontrar muita coisa, mas saem completamente satisfeitos por conhecerem boa parte da história e itens do acervo que nunca tinham visto na vida. Muitos não fazem ideia de que tudo isso existia”, comenta.
Além do acervo em salas, o museu tem modelos reais de locomotivas, partes de navios e âncoras, que podem ser observados de perto e fotografados pelos visitantes.
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