Mostra destaca memórias negras periféricas de Caraguatatuba

Exposição 'Caminho para casa – o mar é sempre mais pra dentro', de Manuela Navas, aborda memória, pertencimento e cotidiano; abertura dia 12, no MACC

Redação
Publicado em 10/12/2025, às 10h31

Mostra combina elementos pessoais e coletivos - Divulgação


A exposição Caminho para casa – o mar é sempre mais pra dentro, da artista plástica Manuela Navas, abre na sexta-feira (12), no Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC).

A mostra apresenta pinturas, desenhos, instalações e vídeo que destacam as trajetórias de famílias negras periféricas que, nas últimas décadas, consolidaram suas histórias no litoral paulista.

Em tour por cidades brasileiras e internacionais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília, Salvador, Estados Unidos e Itália, agora a artista expõe pela primeira vez no município onde vive há 20 anos.



As obras retratam cenas de convivência, trabalho, celebração e superação, trazendo à luz a presença e a força da população negra em Caraguatatuba.

As instalações e o vídeo ampliam a leitura ao registrar gestos cotidianos e relatos orais ligados ao território. Em conjunto, o material convida o público a refletir sobre identidade e vínculos afetivos com a região, aproximando realidade e imaginação.

Acessibilidade ao público

A abertura contará com intérprete de libras, monitoria para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e audiodescrição das obras. A proposta é ampliar o acesso ao conteúdo expositivo e garantir inclusão de diferentes públicos.



A mostra é viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), que apoia projetos artísticos em todo o país e fortalece a produção cultural local.

A artista

Nascida em Jundiaí, em 1996, Manuela Navas vive há duas décadas em Caraguatatuba. Autodidata, transita por pintura, fotografia, vídeo e xilogravura com temas ligados aos corpos negros, ao feminino e ao espírito materno.

Suas obras funcionam como um “diário imaginado” que mescla ficção e memória, explora afetos, movimento e a própria existência.



Manuela Navas - Foto Divulgação 

 

A artista integrou exposições coletivas relevantes, como Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro (Sesc Belenzinho, 2023) e Funk: um grito de ousadia e liberdade (Museu de Arte do Rio). Também apresentou mostras individuais, como O Concreto que evapora (Bacorejo Arte, 2022) e Lembranças inventadas (galeria Monti8, Itália).

Sua produção transita ainda por projetos editoriais e musicais, entre eles o livro Chupim, de Itamar Vieira Júnior, e o álbum Pelos olhos do mar – Lia & Daúde ✧ Daúde & Lia, que será lançado pelo Selo Sesc.





Caraguatatuba

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