Pacheco começou a mostrar seus trabalhos a partir dos anos 60, com obras abstratas em que a maior preocupação já era a textura
Da Redação
Publicado em 16/01/2019, às 12h28 - Atualizado em 23/08/2020, às 18h18
A exposição individual de um dos maiores ícones da arte em Ilhabela, Carlos Pacheco, segue nos salões da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci), localizados na rua Dr.º Carvalho, n.º 80, na Vila, até o dia 22 deste mês, com visitação gratuita.
A cerimônia de abertura ocorreu no dia 4 e a iniciativa é uma realização da Fundaci e conta com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura.
Pacheco começou a mostrar seus trabalhos a partir dos anos 60, com obras abstratas em que a maior preocupação já era a textura.
Para isso, começou a adotar a colagem ou o assemblage, técnica que nunca mais abandonou e que nos trabalhos mais recentes perdem um pouco a característica de volume para assumir importância na composição.
Em 1970 começa a aparecer em suas obras uma tênue sugestão de figuração: uma tendência que se definiu até os anos 80, levando a figura humana para o centro da pesquisa do criador.
Tudo num clima expressionista, sem, no entanto, se afastar do cunho muito pessoal que o artista sempre conseguiu manter.
Com o aparecimento da figuração, surge o desenhista Carlos Pacheco, que apresenta um traço firme e surpreendentemente livre para quem não teve orientação profissional, nem esteve ligado a grupos de vanguarda.
A composição de seus desenhos, feitos de uma forma despreocupada e rica de mistura e técnicas, também se serve de colagem.
Hoje, inspirado na natureza exuberante, na carpintaria rústica dos barcos de pesca, na arquitetura e vida caiçara, o artista procura conciliar cultura e natureza em uma expressão plástica singular e contemporânea.
Produzindo, ao longo desses anos, esculturas, móbiles, maquetes, objetos, desenhos, telas e montagens. Utiliza desde galhos, tábuas e troncos trabalhados por longas viagens através do mar, até objetos de plástico, cordas, materiais que o oceano deposita nas praias e que são reciclados e transformados por meio de sua arte.