Mais antigo do Brasil, Festival Santista anuncia os 21 espetáculos da 68ª edição

Evento gratuito ocupará palcos e ruas de Santos entre os dias 21 e 30 de agosto com obras premiadas de diversas regiões do país

Redação
Publicado em 30/06/2026, às 18h39

Criado em 1958 por Patrícia Galvão, a Pagu, o evento cultural mantém a sua programação de forma ininterrupta - Divulgação/FESTA


O Festival Santista de Teatro (FESTA) já tem os 21 espetáculos definidos para a sua 68ª edição. Reconhecido como o evento de artes cênicas mais antigo em atividade contínua no Brasil, a mostra ocorre de 21 a 30 de agosto de 2026, com programação inteiramente gratuita para a população.

As apresentações ocuparão as salas de espetáculo, as praças e os espaços alternativos de Santos, no litoral de São Paulo. O público terá acesso a peças adultas e infantojuvenis divididas em três mostras oficiais: Regional, Estadual e Nacional.

Protagonismo local

Todos os oito trabalhos da categoria regional representam a cidade de Santos. Para os organizadores, o destaque evidencia o impacto positivo das políticas públicas e editais de fomento à cultura na região.



Segundo Raquel Rollo, uma da integrantes da organização do evento, o cenário atual reflete o diálogo direto entre a classe artística e a gestão pública. “Nós criamos possibilidades para os coletivos seguirem com seus trabalhos e para novos grupos surgirem”, comenta.

As obras selecionadas na Baixada Santista são:

Intercâmbio cultural

A seleção da Mostra Estadual traz as montagens “Plástico, Um Mito Contemporâneo” (Campinas) e “Madame Curie” (São José do Rio Preto). Além das selecionadas, a curadoria convidou outras sete peças de diversas cidades de São Paulo (capital, Mairiporã e Piracicaba) para compor a grade do festival.



No cenário da Mostra Nacional, o palco recebe a obra “Alquimista Jerônimo”, fruto da parceria entre a Trupe Motim e o Grupo Juká de Teatro (Ceará), além de duas produções de Campo Grande (Mato Grosso do Sul): “As Miragens do Asfalto” e “Cortejo Antropofágico”.

História e legado

O Movimento Teatral da Baixada Santista assina a realização do FESTA desde a sua fundação, em 1958, pela escritora e militante Patrícia Galvão, a Pagu.

A iniciativa possui a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura e ostenta o título de Patrimônio Cultural Imaterial do município. Historicamente, os palcos do festival em Santos já projetaram dramaturgos célebres, como Plínio Marcos, e revelaram atores renomados, como Ney Latorraca, Cleyde Yáconis e Alexandre Borges.



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