Entidade celebrou a data com homenagem aos 20 anos da morte de Tim Maia
Marina Aguiar
Publicado em 14/08/2018, às 12h36 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h15
A Fundação 10 de Agosto comemora 25 anos de existência em 2018. Para celebrar a data, a entidade organizou uma noite de apresentações com canções de Tim Maia, em homenagem aos 20 anos da morte do cantor de MPB, soul e funk. Cerca de 90 alunos, integrantes da musicalização infantil, da banda popular F-10, do grupo de práticas de conjunto, do coral infanto-juvenil, da camerata de cordas, banda percussiva e orquestra, promoveram um show, na noite de sexta-feira, 10, na Pucci Riviera.
O projeto, encabeçado pela Sobloco Construtora, na Riviera de São Lourenço, oferece cursos profissionalizantes aos adultos e de música, para crianças e jovens. A diretora adjunta de marketing da empresa, Beatriz Pereira de Almeida, contabiliza mais de 20 mil pessoas beneficiadas com o programa. "É um grande projeto, muito recompensador para quem faz e para quem recebe. Nosso intuito é fazer o bem, somar. Queremos construir pessoas em Bertioga. No campo da música, a gente atende as crianças, o que é uma delícia. A gente leva educação, mas, principalmente, leva um ambiente favorável; é um trabalho preventivo no qual as crianças convivem em um ambiente saudável com muitos vínculos e criam valores positivos".
Lídia Valentina Andrade de Oliveira, de 16 anos, é uma das jovens que tiveram a oportunidade de aprender um instrumento e se apresentaram na sexta-feira. Ela toca clarinete e está desde os 9 anos na entidade, foi inspirada por uma professora. "Eu não consigo me ver sem a música, me afastei da Fundação durante um tempo, mas não consegui tirar a música de mim. A Fundação trouxe isso pra mim e eu sou muito grata".
Já Victoria Regina Camargo Oliveira, de 17 anos, teve influência da igreja para tocar um instrumento de orquestra. "Vim com 12 anos fazer flauta transversal. Já fazia musicalização na igreja com flauta doce, mas queria tocar um instrumento maior. A música faz muito bem para você, para seu psicológico e seu emocional. Você não aprende só música, só um ofício, você colhe experiências com outras pessoas. Metade do que sou hoje eu não seria sem a fundação". Novato no time, Rodrigo Alves Araújo toca violino e já notou progressos em apenas seis meses. "A gente cria responsabilidade. Sempre tem shows, apresentações. E eu tenho que dedicar uma parte da minha vida para isso. Dá um pouco de medo, mas a emoção é maior".