Cerca de mil foliões seguiram atrás do bloco no sábado de Carnaval em Bertioga
Estela Craveiro
Publicado em 10/02/2018, às 23h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h27
A chuva que caiu à tarde e avançou pelo início da noite do sábado de Carnaval em Bertioga atrasou a concentração, mas não diminuiu o entusiasmo dos seguidores do bloco Num Impurra Qué Pió, em frente à pista de skate, na praia da Enseada.
O formato do tradicional bloco, criado em 1992, foi um pouco diferente desta vez. Devido a questões internas, inicialmente o Num Impurra não iria sair, mas, a poucos dias do Carnaval, houve a decisão de ir para a rua.
Gustavo Rocha, um dos membros da diretoria do bloco explica: “Neste ano não temos bateria e samba enredo. Saímos com DJ no trio cedido pela prefeitura. Como o bloco é muito antigo, incentivamos a população a vir com abadás de anos passados, num movimento retrô. E temos professores de dança para animar o pessoal”.
Deu certo. Entusiasmo não faltou entre o público. Mas o que predominou mesmo foi gente fantasiada. Conforme a chuva foi diminuindo, começaram a chegar os superheróis , unicórnios, fadas, coelhinhas, anjos, diabinhos, personagens de games e muito homem vestido de mulher.
Agnaldo Gonçalves, morador antigo da cidade, é um deles: “Saio no Num Impurra desde o começo. São 26 anos vestido de mulher. Eu me entrego nas mãos das minhas duas filhas e da minha esposa e me divirto!”.
Apesar do predomínio de rapazes e senhores travestidos entre os fantasiados, o clima do bloco foi bastante familiar, com muitos casais com crianças, uma boa presença de pessoas de meia idade, e um bocado de adolescentes alegres.
Como os namorados Gisele de Almeida e Mateus da Silva, trajados de rei e rainha. Ao contrário do veterano Agnaldo, eles estrearam no Carnaval de Bertioga, apesar de morarem na cidade. Chamavam a atenção pela simplicidade criativa. Três metros do não tecido TNT e duas coroas de plástico foram o suficiente para uma noite divertida.
Sob o comando dos professores Vanessa Reis e Rodrigo Souza, o público foi caindo na dança, e logo começaram a surgir turmas com seus bloquinhos particulares, outra tendência crescente no Carnaval de rua que nos últimos anos tem se espalhado por todo o Brasil, confirmando a aptidão nacional para a festa.
Por volta das 21h, a chuva cessou de vez e, ao som de eclético setlist carnavalesco, cerca de mil foliões seguiram dançando alegremente rumo à Tenda de Eventos, onde às 22h começou o baile com DJ e a banda Trilha Sonora.