Yasmim Souza utilizou fibras de bananeira e buriti para a criação de produtos que se tornam adubo orgânico após decomposição
Da Redação
Publicado em 22/10/2019, às 14h03 - Atualizado em 23/08/2020, às 20h34
A estudante guarujaense Yasmim Souza, da Escola Municipal 1º de Maio (Jardim Boa Esperança), desenvolveu materiais biodegradáveis a partir da fibra de bananeira e buriti, e pretende inovar o mercado com canudos comestíveis, bandejas e papéis sustentáveis.
Participe dos nossos grupos ℹ http://bit.ly/CNGUARUJA2 🕵♂Informe-se, denuncie!
A estudante, de 25 anos, explica que seus produtos são alternativas para substituir materiais produzidos em grande escala pelo mercado, especialmente os de isopor. A ideia surgiu em 2007, quando Yasmim cursava o Ensino Médio, em Roraima.
No entanto, seu projeto, Fiber Innovation, passou a ser desenvolvido após a jovem se mudar para Guarujá, onde recebeu o apoio de sua atual escola, onde cursa o último ano do curso técnico de Meio Ambiente, e participou da Expo Ambiental.
O professor Luciano Cardoso, coordenador técnico dos cursos de Química e Meio Ambiente, comenta o legado da Expo Ambiental na unidade e o mérito de Yasmim como vencedora da feira. “Há 13 anos realizamos a Expo na escola, e todos os anos nossos alunos apresentam soluções fantásticas para os problemas ambientais”.
Com aroma cítrico, as bandejas apresentam maior resistência do que as de isopor e são feitas com condimentos antifúngicos e antibacterianos. Se descartadas na natureza, se decompõem em 32 dias.
As caixas térmicas, feitas do talo de buriti, se decompõem em até 60 dias após o descarte. Já os canudos biodegradáveis, são comestíveis e procuram inovar no mercado alimentício. Seu sabor pode ser alterado por essências e sua decomposição não agride o Meio Ambiente.
Seus papeis são 100% orgânicos, podem ser impressos e possuem a mesma durabilidade de papeis comuns. Seu tamanho e espessura são alterados durante a produção e, se descartado incorretamente, se decompõe em 72 horas, tornando-se um adubo orgânico.
“Meu maior objetivo é atingir a substituição do polietileno (isopor), material que agride o meio ambiente e atinge os animais marinhos. Vejo a produção desses materiais como uma solução ecologicamente correta e economicamente sustentável para o mercado”, finalizou Yasmim.
O professor de Operações Unitárias e de Controle da Poluição Ambiental da unidade, Américo dos Santos Neto, comenta a importância dos trabalhos para a associação do que é ensinado em sala de aula. “O conhecimento na área ambiental pode trazer inúmeros benefícios para a sociedade. A teoria auxilia na vida prática, melhorando a vida de todos”.