Nova exposição reúne memória dos trabalhadores, realidade virtual e recursos de acessibilidade; inauguração será em 7 de novembro
Redação
Publicado em 12/10/2026, às 08h43
A Usina Henry Borden em Cubatão, no litoral de São Paulo, contará com um novo espaço dedicado à preservação de sua história e à importância da energia para o desenvolvimento paulista.
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) inaugura, em 7 de novembro (sábado), o Espaço Cultural Henry Borden, com uma exposição permanente renovada em comemoração aos 100 anos da usina.
O projeto foi concebido e implantado pela Fundação Energia e Saneamento (FES) e transforma o antigo espaço expositivo em um ambiente dedicado à cultura, à memória e à educação.
A proposta conecta patrimônio industrial, engenharia, meio ambiente e inovação tecnológica, além de valorizar as histórias das pessoas que contribuíram para a construção de um dos complexos hidrelétricos mais emblemáticos do país.
A iniciativa foi viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.
A FES foi responsável pela concepção, coordenação e execução do projeto, que incluiu a renovação da museografia e da expografia, a ampliação das áreas expositivas, a incorporação de novas tecnologias e a implementação de medidas de acessibilidade e educação patrimonial.
Com 227 metros quadrados de área expositiva, o espaço foi planejado para aproximar diferentes públicos da trajetória da usina e de sua contribuição para o desenvolvimento econômico e industrial de São Paulo.
Rafael Strauch, diretor-presidente da Emae, explica.
“A Usina Henry Borden é muito mais do que uma hidrelétrica. Ela representa um marco da engenharia brasileira e um patrimônio que impulsionou o desenvolvimento econômico e industrial de São Paulo ao longo de um século. Ao inaugurar este novo Espaço Cultural, reafirmamos nosso compromisso com a preservação dessa história, com a valorização das pessoas que ajudaram a construí-la e com a ampliação do acesso da sociedade a esse legado, estimulando reflexões sobre o futuro da energia”, conta Strauch
Durante a visita, o público poderá percorrer diferentes núcleos temáticos que abordam a trajetória da Usina Henry Borden, sua relação com a industrialização paulista, os desafios da engenharia, o patrimônio industrial, a sustentabilidade e as perspectivas para o futuro da energia.
Um dos destaques é o projeto Usina de Memórias e Futuros, que reúne depoimentos de dezenas de trabalhadores, aposentados e moradores ligados à história do complexo.
A iniciativa busca preservar o patrimônio imaterial construído ao longo de um século de funcionamento, dando visibilidade às experiências de quem acompanhou de perto a trajetória da usina.
A exposição também incorpora recursos tecnológicos, como uma simulação em realidade virtual que reproduz o tradicional percurso realizado no trolley de manutenção da usina.
A experiência permite que os visitantes conheçam, de forma imersiva, um dos cenários mais emblemáticos do complexo.
Para Claudinéli Moreira Ramos, diretora executiva da Fundação Energia e Saneamento, o desafio foi aproximar esse legado histórico do público contemporâneo.
“O patrimônio industrial ocupa um lugar fundamental na compreensão da história e do desenvolvimento de São Paulo. Nosso desafio foi transformar esse legado em uma experiência significativa para o público de hoje, combinando pesquisa, preservação, tecnologia, acessibilidade e educação. Esse é um princípio que orienta a atuação da Fundação Energia e Saneamento na valorização do patrimônio cultural e na promoção dos museus como espaços vivos de conhecimento e cidadania”, comenta Ramos.
O projeto também prevê medidas para ampliar a inclusão e tornar a experiência mais acessível. Entre os recursos incorporados estão placas táteis, mapas táteis, audiodescrição por QR Code e melhorias de acessibilidade física.
Além da exposição permanente, o Espaço Cultural Henry Borden contará com ações educativas voltadas à formação de público. Entre as iniciativas estão visitas gratuitas destinadas a estudantes da rede pública, previstas como contrapartida social do projeto.
A proposta é reforçar o papel do espaço como ambiente de educação patrimonial, permitindo que novas gerações conheçam a história da produção de energia e a importância da usina para o desenvolvimento regional.
Apesar da inauguração em novembro, o local não estará aberto à visitação pública neste primeiro momento. As informações sobre funcionamento, agendamentos e condições de acesso serão divulgadas posteriormente pelos canais oficiais.
Atenção: embora a inauguração esteja prevista para 7 de novembro, o espaço não estará aberto à visitação pública neste primeiro momento. Novas informações sobre o acesso serão divulgadas posteriormente.