Praia da Fortaleza da Barra Grande: o que existe além dos 30 metros de areia?

Em um dos cantos de Guarujá, um pequeno trecho da costa faz parte de um passeio que reúne natureza e história

Ana Júlia Constantino
Publicado em 21/09/2026, às 17h30

Quem pretende conhecer a praia pode escolher entre o acesso terrestre e o marítimo - Divulgação/Prefeitura do Guarujá


Alguns lugares chamam atenção justamente por fugirem do padrão. Em meio aos diferentes cenários encontrados no litoral do Guarujá, há uma faixa de areia que pode ser incluída em um roteiro sem exigir um dia inteiro dedicado à praia. O passeio, porém, envolve alguns detalhes que merecem ser conhecidos antes da visita.

1. A praia está ligada a uma fortificação histórica

Com apenas 30 metros de extensão, a praia da Fortaleza da Barra Grande é considerada a segunda menor de Guarujá. As águas costumam ser calmas, favorecidas pela proteção oferecida pela entrada do canal do Porto de Santos.

O principal atrativo cultural da região está na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, construída em 1584 para proteger a antiga Vila de Santos de invasões. A posição da fortificação permitia aos soldados acompanhar estrategicamente as entradas do porto.

O local foi reconhecido como Patrimônio Histórico Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1964.

2. O passeio pode incluir uma visita ao museu

A fortificação abriga um museu dedicado à história regional e ao sistema de defesa colonial. A visitação é gratuita e ocorre de quarta a sexta-feira, das 9h às 17h; aos sábados, das 10h às 16h; e aos domingos e feriados, das 9h às 16h.

O espaço também proporciona uma vista do canal de Santos e da entrada do estuário. Nos baluartes, os visitantes encontram pontos para observar e fotografar o Porto de Santos e a Fortaleza de Itapema, localizada na margem oposta.

3. Há duas maneiras de chegar ao local

Quem pretende conhecer a praia pode escolher entre o acesso terrestre e o marítimo. Pela terra, o caminho começa no bairro Santa Cruz dos Navegantes, a partir do final da rua Antonio dos Santos Figueiredo. Dali, uma trilha pavimentada de aproximadamente 1,2 quilômetro leva até a fortificação e a praia.

Outra alternativa é atravessar de catraia a partir do Píer Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos. O percurso de barco dura entre 10 e 15 minutos, com desembarque em um flutuante próximo à entrada da fortaleza.

4. A caminhada também faz parte da experiência

O trajeto terrestre não é apenas uma forma de chegar à praia. Embora boa parte da trilha seja pavimentada, existem aclives acentuados no percurso, por isso o uso de calçados fechados e adequados para caminhada é recomendado.

A área também permite observar remanescentes de Mata Atlântica durante o caminho entre Santa Cruz dos Navegantes e a praia.

5. O cenário combina mar tranquilo e contemplação

A pequena faixa de areia, associada às águas geralmente calmas, pode ser aproveitada para banho e contemplação. A região também é procurada por famílias com crianças.

Para quem gosta de fotografia, os arredores da fortaleza oferecem diferentes perspectivas da paisagem.

6. A visita exige atenção às regras do local

A infraestrutura diretamente na areia é limitada. Não há quiosques nem sanitários públicos, e os visitantes precisam levar água e alimentos. Todo o lixo produzido durante o passeio deve ser recolhido e levado pelo próprio visitante.

Também não é permitida a presença de animais domésticos na faixa de areia ou nas dependências da fortaleza no Guarujá. Caixas de som, acampamentos e churrascos são proibidos, enquanto o frescobol possui restrições de horário.



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