Cidades contam com museus, prédios antigos e casarios para o turista conhecer raízes e origens coloniais do litoral paulista
Lenildo Silva
Publicado em 17/08/2026, às 12h49
Celebrado nesta segunda-feira (17), o Dia do Patrimônio Histórico Nacional chama atenção para a preservação de bens que ajudam a contar a formação do Brasil. No litoral de São Paulo, construções centenárias dividem espaço com praias e paisagens naturais, e oferecem alternativas para quem deseja conhecer a região além do turismo e mar.
O portal Costa Norte selecionou cinco destinos entre a Baixada Santista e o litoral norte. Fortificações, museus, casarios e ruínas preservam diferentes períodos da ocupação e do desenvolvimento econômico da costa paulista.
Localizado próximo à praia da Enseada e ao canal de Bertioga, o Forte São João remonta ao início da colonização portuguesa. A primeira estrutura foi construída no século XVI e a fortificação exerceu papel estratégico na defesa da antiga Capitania de São Vicente.
O monumento foi tombado como patrimônio histórico nacional em 1940 e atualmente abriga espaço museológico. O local também guarda relação com a expedição de Estácio de Sá, que partiu de Bertioga em 1565 em direção à Baía de Guanabara.
O centro histórico de Santos preserva parte importante do período em que o café impulsionou a economia brasileira e transformou a cidade portuária. Entre os principais símbolos dessa época está o prédio da antiga Bolsa Oficial de Café, atual Museu do Café.
Inaugurado em 1922, o edifício mantém espaços que remetem às negociações do produto, entre eles o Salão do Pregão. O museu também desenvolve atividades relacionadas à preservação e valorização do patrimônio histórico.
Erguida a partir do século XVI, a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande ocupou posição estratégica na entrada do estuário e integrou o sistema de defesa da região do porto de Santos.
A construção fica entre as praias do Góes e Santa Cruz dos Navegantes e foi tombada como patrimônio histórico nacional em 1964. Atualmente, abriga o Museu Histórico Fortaleza da Barra e representa um dos principais conjuntos de arquitetura militar colonial preservados no estado.
No litoral norte, São Sebastião permite uma viagem pelo período colonial por meio dos imóveis preservados no centro da cidade. Igrejas, antigas residências e construções públicas ajudam a contar diferentes etapas da formação do município.
Entre os atrativos estão a igreja matriz e a capela de São Gonçalo, construída no período colonial e posteriormente transformada no Museu de Arte Sacra. O espaço preserva peças religiosas dos séculos XVII e XVIII.
Em Ubatuba, história e Mata Atlântica dividem o mesmo cenário nas Ruínas da Lagoinha. O conjunto de antigas estruturas é um dos vestígios do passado econômico da região e integra os pontos de interesse histórico do município.
Ubatuba conserva diferentes registros de sua ocupação, desde sítios arqueológicos relacionados a povos que habitavam a costa antes da chegada dos europeus até ruínas e construções associadas aos ciclos econômicos posteriores. A região da Lagoinha representa uma oportunidade de combinar o turismo histórico com o contato com a natureza.
Os cinco destinos mostram que a história do litoral paulista permanece presente muito além dos museus. Fortificações diante do mar, centros históricos, construções religiosas e ruínas cercadas pela Mata Atlântica ajudam moradores e turistas a compreender parte das transformações que moldaram a costa de São Paulo ao longo dos séculos.