Escondido no Parque Estadual Itinguçu, refúgio de ecoturismo combina banho de água doce e salgada no mesmo espaço e exige acompanhamento de guia
Patrícia Oliveira
Publicado em 05/11/2026, às 15h43
O litoral paulista guarda cenários exóticos nos quais a floresta tropical encontra diretamente as águas do oceano Atlântico. Em Peruíbe, um dos destinos mais curiosos e procurados por amantes da natureza atende pelo nome de praia do Arpoador, popularmente apelidada pelos frequentadores como a "Praia Secreta" da região.
A principal característica que torna o trecho único em todo o litoral paulista é o encontro direto de uma cachoeira de água doce com o mar. Na própria faixa de areia, pequenas quedas d'água e poços naturais formados por nascentes do morro deságuam na praia.
A formação possibilita que os banhistas alternem entre o banho de água salgada no mar e o banho renovador de água doce na cachoeira sem precisar sair da areia.
Para quem planeja a viagem a Peruíbe, os guias de turismo fazem um alerta importante para evitar equívocos no mapa:
A praia preservada integra o Parque Estadual Itinguçu (PEIT) e faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação Jureia-Itatins, apresentando um dos índices de preservação vegetal mais elevados do estado de São Paulo.
Por se tratar de um ecossistema extremamente vulnerável, sob gestão da Fundação Florestal, a visitação pública cumpre regras rigorosas de conservação ambiental.
A travessia até a praia depende de duas opções de trajeto a partir do bairro do Guaraú; o visitante pode chegar de barco, a partir do rio Guaraú, na praia do Guarauzinho, um passeio de 10 a 15 minutos e pela trilha do Arpoador, percurso de cerca de 500 metros em terreno de mata e nível médio de dificuldade.
Por determinação do plano de manejo da unidade de conservação, a entrada exige agendamento prévio com a Fundação Florestal e o acompanhamento obrigatório de monitores ambientais ou guias credenciados.
A faixa de areia não conta com quiosques, barracas ou vendedores ambulantes. O visitante deve levar a própria água, alimentos, repelente e recolher integralmente todo o lixo produzido.
A legislação veta ainda a entrada de animais domésticos, a montagem de barracas de camping, acendimento de churrasqueiras e o uso de caixas de som, garantindo a tranquilidade da fauna nativa e dos visitantes.