Ocorrências registradas no mesmo plantão mostram o funcionamento do fluxo de atendimento a vítimas de violência doméstica no município
Redação
Publicado em 03/09/2026, às 23h00
Duas ocorrências atendidas pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Mongaguá, litoral paulista, na última terça-feira (1º) ilustram as diferentes etapas do fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica na cidade.
Ações envolveram o acolhimento inicial de uma denúncia de abusos contínuos e a prisão em flagrante de um agressor. No primeiro caso, registrado no final da manhã, uma moradora buscou atendimento presencial na Sala Rosa da GCM para relatar um histórico de 30 anos de abusos psicológicos, físicos e sexuais no ambiente familiar.
A equipe acompanhou a vítima até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foram formalizadas as denúncias e solicitadas medidas protetivas de urgência para a mulher e suas filhas.
No final da tarde do mesmo dia, os agentes foram acionados para conter uma invasão de domicílio. A vítima, que já possuía medida protetiva expedida pela Justiça, chamou a corporação após o ex-companheiro invadir sua residência e tentar expulsá-la do local.
A equipe da GCM foi ao endereço, localizou o homem no imóvel e efetuou a prisão em flagrante por descumprimento de ordem judicial, confirmada pela autoridade policial na DDM.
O atendimento a casos de violência doméstica em Mongaguá é regulamentado pela Lei Municipal 3.466/2026 e pelo projeto Guardiã Maria da Penha. A estrutura conta com a Sala Rosa, espaço reservado na sede da GCM para triagem, orientação e encaminhamento especializado das vítimas para a rede de proteção e órgãos policiais.
Para casos de urgência e denúncias, os serviços podem ser acionados pelos seguintes telefones: Guarda Civil Municipal de Mongaguá: 153, Polícia Militar: 190 e pela Central de Atendimento à Mulher (nacional): 180.
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