Vereador suspeito de desvio e lavagem de dinheiro

Costa Norte
Publicado em 02/09/2016, às 17h21 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h24

- Costa Norte


*Foto Divulgação

A Promotoria Criminal e do Patrimônio Público do Guarujá, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MPSP (Gaeco) e policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do vereador Givaldo dos Santos Feitoza, o Givaldo do Açougue, do PSD, na sexta-feira, 2. O parlamentar é suspeito de desvio e lavagem de dinheiro e também de obtenção de vantagens. Ele foi encaminhado para depor por condução coercitiva.

No período da tarde, Givaldo começou a dar entrevistas para a imprensa. Por telefone, ao Jornal Costa Norte, o vereador afirmou que a denúncia do caso era apurada pelo MP há alguns anos e sequer tinha conhecimento que ainda estava em andamento. Ele comentou: “Isso é uma denúncia de um ex-assessor. A pessoa trabalhou por menos de um ano comigo, no período de 2013. Eu não sei o porquê, justamente hoje [02/09], no dia do lançamento da minha campanha, que dá esse ‘bafafá’. Mas eu creio na Justiça, no Ministério Público e tenho certeza da minha inocência”.  O lançamento da campanha do vereador estava agendado para a mesma data, às 20 horas, no bairro Paecará, no distrito de Vicente de Carvalho.



Givaldo acredita que há motivação política no caso. “Eu não posso confirmar, mas eu deduzo que sim. É muito estranho isso”, afirmou o vereador quando comentou a data do cumprimento do mandado de busca e apreensão. Ele afirmou, ainda, que se colocou à disposição do MP para a quebra de sigilo bancário e telefônico. Confiante, o vereador disse que buscará provar a sua inocência e “aqueles que denunciaram vão ter que se ver com a Justiça”.

Denúncia

Os policiais apreenderam e analisaram documentos colhidos na casa e no gabinete do vereador. Segundo a denúncia, ele estaria utilizando funcionários da Câmara Municipal, comissionados ou indicados por ele, para serviços em seu estabelecimento próprio, o açougue. Além disso, ele, supostamente, exigiria parte do salário de seus funcionários como condição de permanência no cargo.



Segundo o Ministério Público, Feitoza também teria, com ajuda de sócios, desviado verba da prefeitura para compra de materiais sem licitação.