Universitário é suspenso após mensagens com ameaças de estupro contra colega

Mensagens que circulam nas redes sociais revoltaram internautas e geraram abaixo-assinado on-line pedindo a expulsão do estudante

Rodrigo Florentino
Publicado em 02/03/2026, às 10h03 - Atualizado às 10h12

Parte das mensagens foram enviadas em um grupo - Reprodução/Redes Sociais


Um aluno de uma universidade particular de Santos, litoral de São Paulo, foi suspenso após a divulgação de mensagens atribuídas a ele com ameaças a uma colega de estupro e outras agressões físicas, por uma não correspondência a um relacionamento.

Segundo os prints, os crimes seriam cometidos caso a vítima se recusasse a manter relações sexuais com o autor das mensagens. Outra motivação seria por ela não lhe ter respondido mensagem no WhatsApp, mas ter visto publicações suas no Instagram.

Em um dos prints, o autor das ameaças enviou uma série de mensagens a um grupo de WhatsApp dizendo que, além do estupro, a agrediria com chutes em uma festa universitária.



Um trecho das conversas mostra a sequência na qual diz que ele estupraria a vítima caso não transasse:

Confira:

Print mostra a ameaça de estupro - Reprodução/Redes Sociais

 

Em outra parte da conversa, as ameaças continuam, incluindo as agressões físicas:



Veja:

Outro print mostra a ameaça de agressões físicas em uma festa universitária - Reprodução/Redes Sociais

 

Nas imagens, é possível ver outras duas pessoas sendo mencionadas, uma das quais  participa da conversa.

Um terceiro print mostra o que seria uma troca de conversa entre o aluno e a jovem, com mais ofensas contra ela. “Nem sei por que peguei você. Você parece um chupa-cabra de tão feia. Mas o bom é que seu prédio só tem gostosa”, escreveu.



Confira:

Outro print mostra ofensas entre o autor das mensagens e a vítima - Reprodução/Redes Sociais

 

Os comentários revoltaram internautas nas redes sociais. Além de diversos posts de protesto, foi criado um abaixo-assinado pedindo a expulsão do aluno da universidade, que até a publicação da reportagem tinha 1.873 assinaturas.

Pedido de desculpas

Segundo os sites G1 e VTV News, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o estudante pedindo desculpas pelo conteúdo das mensagens.



“A minha atitude foi extremamente indecente, totalmente horrorosa e que não tem cabimento você falar isso para alguém, mesmo que seja na brincadeira [...] Mas, eu quero dizer que eu não sou uma pessoa assim. Muito pelo contrário porque todos que me conhecem sabem que eu nunca fui assim na faculdade [...] “Quem me conhece sabe que eu nunca fui assim, nunca tratei ninguém dessa forma. Eu não tenho o que dizer, eu errei muito e já me retratei, mesmo que indiretamente, mas queria deixar claro que estou arrependido”.

Um abaixo-assinado foi criado pedindo a expulsão do estudante da universidade - Reprodução/Redes Sociais

 

Posicionamentos

Em nota, a Universidade Santa Cecília (Unisanta) disse que, assim que teve conhecimento das mensagens, iniciou apuração do caso por meio de procedimento interno, nos termos do Regimento Institucional, suspendeu o aluno e intimou o mesmo a apresentar sua defesa.



O estudante e a sua defesa não foram localizados, e seu perfil no Instagram foi desativado. Já a vítima também não foi localizada.

Também procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que, até o momento, não foi registrado um boletim de ocorrência referente ao caso. Porém, a Delegacia de Defesa da Mulher de Santos iniciou as investigações e realiza diligências para esclarecer o caso.

Veja a nota da universidade:

“A Universidade Santa Cecília trata todo e qualquer caso de violência com a máxima seriedade, repudia e não admite condutas que representem desrespeito ou violação à dignidade da comunidade acadêmica.



Tendo tomado conhecimento de prints no aplicativo de mensagens de WhatsApp, envolvendo nome de aluno calouro, o caso está sendo rigorosamente apurado por meio de procedimento interno, nos termos do Regimento Institucional. O aluno foi imediatamente suspenso e formalmente intimado a apresentar sua defesa. Concluída a apuração, serão aplicadas, com o máximo rigor, as medidas disciplinares cabíveis”.

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Santos

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