Agentes públicos também seriam alvo de uma ala tática da organização criminosa
Reginaldo Pupo
Publicado em 27/05/2026, às 15h01
A Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prendeu, na manhã desta quarta-feira (27), em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, dois homens apontados como possíveis integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Eles estavam com familiares em uma casa alugada na Praia Grande.
Os policiais da Rota chegaram até os homens após receberem denúncia de que dois integrantes da facção criminosa estariam em uma casa, escondidos. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais acionaram a campainha da residência por diversas vezes, mas não foram atendidos.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais, então, ouviram um grito de socorro e decidiram entrar na casa. O pedido de socorro teria sido feito pela mulher de um dos suspeitos, que teria ficado irritado com a insistência dos policiais em acionar a campainha.
Dentro da casa, os agentes encontraram os dois homens acompanhados das respectivas mulheres e de uma criança de colo. Eles foram identificados, posteriormente, como Paulo Roberto de Morais, conhecido como “Madimbu”, e Nelson Brandão Filho, conhecido como “Civic”.
Segundo a Rota, eles fariam parte de uma ala do PCC que cuida das operações táticas, responsável por ataques contra autoridades e forças de segurança, além de grandes roubos, como carros-fortes e agências bancárias.
Após consulta criminal, os policiais constataram que havia um mandado de prisão temporária contra Nelson Brandão Filho, expedido no dia 13 de maio de 2026 pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Mogi Guaçu, interior de São Paulo, por crimes de roubo, extorsão e extorsão mediante sequestro.
A Rota encontrou dentro da residência seis aparelhos celulares, um caderno com anotações contábeis atribuídas ao tráfico de drogas e mais de R$20 mil em dinheiro. O material foi apreendido e apresentado no 1º Distrito Policial de Ubatuba.
Nelson foi conduzido à delegacia, onde o mandado judicial foi confirmado. Ele permaneceu recolhido à disposição da Justiça. Já Paulo Roberto de Morais foi qualificado e ouvido no registro da ocorrência.