Quadrilha é presa por descarte irregular de óleo de navios no litoral de SP

Segundo as investigações, quadrilha montou um “laboratório” para despejar o material contaminado em galerias de águas pluviais

Redação
Publicado em 22/08/2024, às 14h01 - Atualizado às 14h14

Foram apreendidos 14 caminhões com cerca de 400 mil litros de óleo - Divulgação/SSP-SP


Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prenderam, na quarta-feira (21), uma quadrilha composta por uma mulher e três homens, responsáveis por manter um “laboratório” clandestino usado no descarte de óleo de navios, em São Vicente

Durante a operação, foram apreendidos 14 caminhões com aproximadamente 400 mil litros de óleo. O “laboratório” clandestino utilizava canos e mangueiras conectados a partir de um imóvel, para despejar o material nas vias públicas, atingindo a galeria de águas pluviais e rios da região. 

Ainda segundo a polícia, os suspeitos utilizavam equipamentos para separar a “água suja” do óleo dos navios. A quadrilha foi multada em mais de R$ 62 mil. Além disso, o bando é investigado por furto qualificado e desvio de recursos hídricos. De acordo com as informações, uma segunda empresa também é investigada por “contratar” o serviço dos envolvidos, para descartar ilegalmente o óleo de navios e reduzir os custos.



Após a identificação do crime, as equipes policiais cumpriram mandados de busca em dois endereços ligados aos suspeitos. Nos locais, foram encontrados os quatro envolvidos, responsáveis pela manutenção do esquema. Durante a vistoria, foi identificado um cano no banheiro do galpão, ligado à rede de esgoto. Nos fundos do imóvel, outros tubos direcionavam o óleo à galeria pluvial, onde foram encontrados resíduos secos do material. Em outro cômodo, havia frascos de ensaio com mais vestígios de óleo. Órgãos de regulamentação e a perícia do Instituto de Criminalística (IC) foram acionados.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos. Os suspeitos foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado na 1ª DIG de Santos como poluição, produção de substância tóxica, furto, cumprimento de mandado de busca e apreensão e associação criminosa.

Com informações de Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP-SP)





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