MP já solicitou ao Poder Judiciário 150 pedidos de monitoramento; seleção acontece de forma conjunta, baseada em informações de inteligência
Estéfani Braz
Publicado em 02/07/2024, às 19h49 - Atualizado às 20h05
Um acordo entre o Poder Judiciário, Ministério Público e a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SAP) resultou em um projeto pioneiro no estado de São Paulo: o monitoramento com tornozeleira eletrônica de condenados pela justiça, que cumprem penas em regime aberto, ou que foram beneficiados com liberdade condicional. A fiscalização está sendo implementada a partir de Santos, na Baixada Santista.
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, desde o início do monitoramento, em Santos, os sentenciados que violaram as medidas legais foram detidos e retornaram ao sistema prisional. Atualmente, 35 réus são acompanhados por meio de tornozeleira eletrônica.
Siga o Costa Norte no WhatsApp e receba as principais notícias do litoral de São Paulo
A seleção ocorre de forma conjunta, baseada em informações de inteligência realizadas pelas autoridades policiais. O acordo interinstitucional permitiu que 250 condenados considerados de alta periculosidade, ou que integram organização criminosa, fossem analisados. Desde então, o MP já solicitou ao Poder Judiciário 150 pedidos de monitoramento.
Os casos são avaliados individualmente pela Justiça. Após o deferimento, os condenados devem comparecer ao Fórum de Santos para que as tornozeleiras sejam colocadas.
Ainda segundo a SSP, as medidas concedidas não eram efetivamente fiscalizadas por falta de controle. Os detentos devem obedecer uma série de regras, como permanecer em casa no período noturno, não frequentar bares ou pontos de tráfico, não sair aos finais de semana e nem deixar a cidade de origem.
Na semana passada, um condenado por tráfico de drogas e uma sentenciada por roubo a uma joalheria foram presos por violar as regras estabelecidas pela Justiça. Os dois cumpriam pena em liberdade. De acordo com a polícia, eles saíram de casa no período noturno diversas vezes e frequentaram locais incompatíveis com a execução da pena, conforme o monitoramento.
O condenado por tráfico permaneceu preso e aguarda a análise do juiz do processo, pois havia alegado que se mudaria de Santos, mas permaneceu na região, e frequentava bares e locais de provável tráfico de drogas durante vários dias no mês de junho.
De acordo a Secretaria de Segurança Pública, a mulher é apontada como integrante de uma quadrilha que praticava crimes violentos e, apesar de ter descumprido as condições impostas pela Justiça, permanece em liberdade para aguardar análise do caso.
*Com informações do site oficial da Secretaria de Segurança Pública.
Prefeitura de Santos terá que armar e capacitar toda a GCM
Mais de 30 cães são encontrados abandonados em uma casa em Praia Grande; cinco estavam mortos