Mandados também foram cumpridos na capital paulista; em São Caetano do Sul; em Palhoça (SC); e nas cidades paranaenses de Foz do Iguaçu e Pinhais
Rodrigo Florentino
Publicado em 15/10/2026, às 08h34
A cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi alvo de operação contra uma organização criminosa suspeita de traficar drogas escondidas dentro de eletrodomésticos comprados pela internet.
Além do município litorâneo, a operação Yellow Code cumpriu 14 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão na capital paulista, em São Caetano do Sul, em Palhoça (SC); e em Foz do Iguaçu e Pinhais, ambas no Paraná.
Participaram da ação a Delegacia de Repressão a Drogas, da Polícia Federal, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a investigação começou em setembro de 2025, quando o órgão tomou conhecimento de que moradores da capital paulista recebiam, desde 2024, dezenas de encomendas de produtos comprados pela internet com drogas escondidas dentro de eletrodomésticos.
As remessas teriam sido enviadas por uma mesma vendedora, principalmente a partir de Foz do Iguaçu.
Foram identificados cerca de 120 envios suspeitos relacionados a três grupos de destinatários na Grande São Paulo.
De acordo com o MP, os investigados também movimentavam valores muito acima da renda declarada.
O dinheiro circulava por meio de transferências fracionadas, saques em espécie e repasses que, na maioria das vezes, eram feitos no mesmo dia para laranjas e empresas recém-abertas, com baixo capital social e sem atividade econômica real.
Essas transações também permitiram estabelecer ligações entre grupos de compradores que, inicialmente, pareciam atuar de forma isolada.
As ordens foram expedidas pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Tribunal de Justiça de São Paulo, que também determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões em contas bancárias de cada investigado e de veículos em nome de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.
O material apreendido será analisado, e a investigação continuará para identificar outros participantes e rastrear o patrimônio do grupo.
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.