Ação em conjunto das corporações cumpre mandados de busca e apreensão e prisão nas cidades de Santos e Valinhos, no interior paulista
Rodrigo Florentino
Publicado em 10/03/2026, às 09h56 - Atualizado às 11h29
A cidade de Santos, litoral de SP, é alvo de uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) contra crimes de tráfico transnacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Operação Costeau cumpriu oito mandados mandados de busca e apreensão em Santos e Valinhos, no interior paulista, além de um dos três mandados de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. Foram apreendidos documentos, notebooks, celulares, relógios, joias, um notebook e dois veículos, entre eles um Mercedes-Benz, entre outros objetos.
Segundo a PF, a investigação teve início quando, em 26 de maio de 2022, autoridades da França apreenderam 124kg de cocaína ocultos no compartimento de um navio que havia passado antes pelo Porto de Santos, apontado como possível local de inserção da droga.
Nas investigações conduzidas na França, foram identificados envolvidos na logística criminosa, incluindo brasileiros.
Por meio da cooperação jurídica internacional, autoridades brasileiras conseguiram utilizar elementos informativos e provas produzidas pelas autoridades francesas, reunidas em dossiê.
Segundo os documentos compartilhados, os fatos investigados tiveram origem em território nacional, com a inserção da droga em embarcação no Porto de Santos.
Com base nessas informações, foi instaurado, no ano passado, inquérito policial para apurar a prática de tráfico transnacional de drogas e outros delitos correlatos.
A partir da análise do material encaminhado, foram realizadas diversas diligências investigativas. Em seguida, foi representado pelo afastamento do sigilo de dados telemáticos dos investigados, medida autorizada judicialmente, permitindo o aprofundamento das apurações.
Segundo a PF, o nome da Operação Costeau faz referência a Jacques-Yves Cousteau, renomado pesquisador francês que dedicou sua vida à exploração do mundo subaquático.
De acordo com a corporação, isso “simboliza a atuação conjunta entre autoridades brasileiras e francesas para elucidar as atividades ilícitas referentes à ocultação de cocaína no "seachest" de uma embarcação”.