Operação Ladinos contou com 19 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão em seis estados, contra organização criminosa
Rodrigo Florentino
Publicado em 17/10/2024, às 11h47 - Atualizado às 11h52
As cidades de Guarujá e Praia Grande foram alvo, nesta quinta-feira (17), da Operação Ladinos, feita pela Polícia Federal de Campinas e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo - Núcleo Campinas (Gaeco).
A ação persegue organização criminosa focada em roubos de cargas, tráfico de drogas, crimes violentos e lavagem de dinheiro, com atuação em diversos estados do país, especialmente, no eixo Sudeste/Nordeste. Em Guarujá, foram cumpridos um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão; em Praia Grande, um mandado de prisão.
São 19 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Alagoas, expedidos pela 6ª Vara Criminal de Campinas (SP). Além das buscas e apreensões e prisões, foi determinado o sequestro de bens e valores ligados à organização, no valor de R$ 380 milhões.
Segundo a Polícia Federal de Campinas, as investigações começaram em 2022, quando o órgão e o Gaeco obtiveram informação de que o líder de uma organização criminosa, atuante em roubo de cargas, e investigado por crimes violentos no Nordeste e em Ribeirão Preto, estaria morando em Campinas.
Após a apreensão de diversos itens em sua casa, a investigação foi estruturada contra a organização criminosa e o descobrimento da existência de dois núcleos. Um, de prática de crimes violentos, como homícidios e roubos de carga e a instituições financeiras, e o segundo, com tráfico de drogas, receptação e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, a organização criminosa movimentou milhões de reais para ocultar ganhos por meio de empresas de fachada, identidades falsas, laranjas e movimentações financeiras fracionadas.
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