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Polícia Civil desmonta laboratório do tráfico que abastecia presídio em Mongaguá e prende três mulheres

Operação da DISE de Itanhaém apreende drogas em bexigas, balança de precisão e uniformes do sistema prisional

Redação
Publicado em 03/11/2026, às 17h33

Investigação de três semanas identificou imóvel usado como central de embalagem e fracionamento de entorpecentes - Reprodução/Polícia Civil/DEINTER-6


Uma operação de inteligência da Polícia Civil desmantelou uma estrutura clandestina de embalagem de entorpecentes voltada ao abastecimento do sistema carcerário na Baixada Santista.

Agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Itanhaém cumpriram diligências na manhã desta terça-feira (3), em uma residência situada na rua Pedro Batista Teixeira, no Balneário Regina Maria, em Mongaguá.

A ação policial encerra um trabalho de monitoramento e investigação silenciosa que durou três semanas no imóvel.



A movimentação suspeita na rotina do endereço chamou a atenção dos investigadores, que confirmaram a preparação de remessas periódicas de drogas com destino às unidades prisionais da região.

A abordagem inicial ocorreu quando uma das suspeitas saía do imóvel transportando uma sacola com porções já fracionadas e prontas para entrega.

Flagrante na cozinha e materiais apreendidos

Ao entrarem na residência, os policiais flagraram outras duas mulheres no espaço da cozinha trabalhando na divisão, pesagem e lacre dos pacotes. A busca minuciosa no imóvel revelou uma linha de montagem e ocultação de substâncias ilícitas:



De acordo com o relatório da investigação, os pacotes ocultados em bexigas seriam inseridos ilegalmente no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá.

Prisões em flagrante e desdobramento das investigações

As três mulheres capturadas na operação de 37, 23 e 21 anos receberam voz de prisão e foram conduzidas à sede da DISE.

A autoridade policial autuou o trio em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.



As investigadas permanecem à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia. A Polícia Civil prossegue com os trabalhos de apuração para identificar os fornecedores do material ilícito e mapear os detentos receptores da droga dentro do complexo penitenciário de Mongaguá.

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