Polícia Civil cumpre mandados em operação que investiga morte de ex-delegado

Foram oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista e na Grande São Paulo; mãe e irmão de suspeito prestam depoimento

Rodrigo Florentino
Publicado em 17/09/2025, às 12h08

Ruy Ferraz Fontes trabalhou na Polícia Civil por mais de quarenta anos - Divulgação/Polícia Civil


A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, na manhã desta quarta-feira (17), oito mandados de busca e apreensão, na operação que busca identificar e prender os envolvidos no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes.

Os mandados foram cumpridos por 63 policiais em endereços na capital paulista e Grande São Paulo. Participaram o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e Seccional de Praia Grande.

Nos locais, as equipes apreenderam objetos que serão periciados. Também foram emitidos dois mandados de prisão temporária contra suspeitos já identificados. A mãe e o irmão de um dos suspeitos estão sendo ouvidos em depoimento que começou durante a manhã.



Relembre

O ataque ocorreu por volta das 18h de segunda-feira (15), na avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, em Praia Grande, próximo à prefeitura e ao fórum do município. O carro em que Fontes estava foi perseguido por outro veículo.

Imagens de câmeras de monitoramento registraram a fuga em alta velocidade até o capotamento entre dois ônibus. Logo em seguida, três homens armados com fuzis desceram do automóvel, que perseguia a vítima, e efetuaram disparos. Na sequência, os criminosos fugiram pela mesma avenida.

Ex-delegado-geral da Polícia Civil é morto em atentado em Praia Grande

📹: Reprodução/Redes Sociais e Reprodução/Praia Grande Mil Grau pic.twitter.com/70DEcj1GFT

— Portal Costa Norte (@costanortenews) September 16, 2025

Histórico na segurança pública

Com mais de 40 anos de carreira na Polícia Civil, Fontes atuou na Divisão de Homicídios do DHPP, no Denarc e no Deic, comandando investigações contra o crime organizado e roubos a banco. Foi um dos primeiros delegados a investigar líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nos anos 2000.



Também dirigiu o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e chefiou a Delegacia Geral de Polícia entre 2019 e 2022. Desde janeiro de 2023, ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande.

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