Investigação da Polícia Civil localiza imóvel no bairro Cidade Atlântica usado para esconder entorpecentes no litoral de São Paulo
Redação
Publicado em 17/08/2026, às 08h48
Uma investigação da 2ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), da Deic de Santos, resultou na apreensão de aproximadamente 100 quilos de cocaína na tarde de sábado (15) em Guarujá, no litoral de São Paulo.
A droga ficava escondida em uma residência usada como base clandestina na rua Eduardo Risk, no bairro Cidade Atlântica.
A ação ocorreu após trabalho de inteligência policial para identificar, monitorar e neutralizar a estrutura logística do crime organizado na Baixada Santista.
Os investigadores acompanhavam informações sobre a movimentação atípica de grandes volumes entre imóveis.
Os levantamentos apontaram uma mudança estratégica: a transferência de carregamentos para residências comuns, com o objetivo de dificultar a identificação das cargas ilícitas pelas forças de segurança.
Com o cruzamento de informações, levantamentos de campo e monitoramento especializado, as equipes identificaram os imóveis usados como depósitos clandestinos, conhecidos no meio criminoso como “casas-bomba”.
O local aparentava ser apenas uma casa de veraneio desocupada. No entanto, registrava movimentação noturna de veículos utilitários incompatível com o uso residencial comum, característica que reforçou as suspeitas da equipe.
Ao entrar no imóvel, os policiais localizaram cinco grandes fardos com 100 tijolos de substância com características de cocaína, o que totalizou cerca de 100kg.
Polícia apreende 100 kg de cocaína com rastreadores em 'casa-bomba' no Guarujá
— Portal Costa Norte (@costanortenews) August 17, 2026
📹: Divulgação/Polícia Civil pic.twitter.com/eW2OJxkoYV
Durante a apreensão, os investigadores encontraram três rastreadores eletrônicos ocultos nas próprias embalagens das drogas.
Os dispositivos servem para monitorar remotamente o carregamento em tempo real, um recurso empregado para proteger remessas de alto valor.
A descoberta evidencia um modelo operacional estruturado e profissionalizado do crime organizado.
Segundo a Polícia Civil, a operação representa um forte golpe financeiro contra a criminalidade. Estimativas indicam que a carga interceptada alcançaria valor próximo a R$10 milhões no mercado clandestino.
A apreensão interrompe uma etapa de abastecimento do tráfico e fornece novos elementos para as investigações. O foco agora é identificar os responsáveis, os financiadores e os integrantes do esquema logístico.