Após vídeo viral, lenda do surfe brasileiro critica 'descontar a raiva no cachorro'; tutor acusa Salazar de incitar violência e registra BO
Redação
Publicado em 16/09/2025, às 14h22
A Polícia Civil de São Vicente, no litoral de São Paulo, passou a investigar um suposto caso de maus-tratos contra animais, após um vídeo viralizar recentemente. O material mostra o suspeito em uma prancha de stand up paddle com seu cachorro, da raça pit bull. As imagens, capturadas no mar próximo à ilha Porchat, geraram grande repercussão e debate nas redes sociais.
Segundo reportagem do g1, a testemunha que registrou o vídeo relatou que o incidente ocorreu na quinta-feira (11). O homem, conhecido por levar seus cães à praia, teria amarrado uma corda no pescoço do animal e o conduzido à água, apesar do mar revolto.
A testemunha observou que o tutor demonstrava irritação. Ele teria desferido "tapas e socos" no cão, que caía repetidamente da prancha e era puxado pela guia. A mesma fonte informou que o homem se retirou do local ao perceber a atenção das pessoas.
O tutor do animal, de 79 anos, compareceu à delegacia na segunda-feira (15). Lá, registrou um boletim de ocorrência por calúnia. Ele alegou que os atos no vídeo correspondiam a um processo de adestramento do cão, Snoopy, um pit bull de 10 meses, para a prática de surfe. Em suas redes sociais, o homem negou veementemente maus-tratos.
On-line, o tutor declarou, referindo-se ao vídeo: "Ali eu estava batendo nele, na lateral dele, para ele ficar na prancha porque ele estava querendo só brincar". Ele ainda afirmou que "as pessoas deveriam averiguar primeiro, saber das coisas antes de divulgar" e expressou a intenção de processar quem o criticou.
Em outra postagem, o homem publicou um vídeo de seus cachorros deitados, afirmando: "Eu adoro meus filhos".
A controvérsia atraiu a atenção de figuras públicas, como o surfista Picuruta Salazar. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Salazar criticou a conduta do tutor. "Nunca se esqueça que maltratar um animal é crime", escreveu Picuruta.
Em seu vídeo, ele afirmou: "Se ele quer ensinar o cachorro a andar de stand-up, ele deveria levar ele na praia dos Milionários. Lá não tem onda, é paradinho. Coloca o cachorro em cima, ele vai ficar um pouquinho mais calmo".
Salazar continuou:
Não fazer aquilo que ele fez, tentando levar o cachorro para o mar, o cachorro não tem habilidade, e ele também, deu para ver que ele não tem habilidade nenhuma em cima da prancha. E a raiva dele, ele descontar o cachorro, que não pode se defender."
O surfista ainda disse que tentaria contato com o homem para que ele "possa fazer um vídeo, se retratando, pedindo desculpa pelo que ele fez, e se comprometendo a não fazer mais".
Salazar alertou que, caso o tutor agrida novamente os cachorros, sobre quem ele afirma ter provas de ocorrências anteriores, ele irá "deixar as pessoas tomarem providências, que tem muita gente que está indignada com isso, querendo fazer justiça com as próprias mãos, a qual não é certo. Eu já vi situações menores do que essas, e pessoas a perder a vida por causa disso, de certas atitudes que não vale a pena".
Em resposta às declarações de Salazar, o tutor do cachorro publicou novas mensagens. Ele acusou o surfista de "incentivar as pessoas a me bater" e afirmou: "Só que se acontecer alguma coisa comigo ele será coautor do crime."
O homem completou:
Esse é o Picuruta Salazar que se diz tão certo e incentivando as pessoas a me bater, tá registrado o boletim de ocorrência já se acontecer alguma coisa comigo você será coautor do crime falando as coisas sem saber."
A Polícia Civil iniciou a investigação após a repercussão do vídeo e adiantou que será feita uma visita técnica à residência do tutor para verificar as condições do cão e do ambiente.
Tanto as alegações de calúnia feitas pelo tutor quanto as acusações de maus-tratos deverão ser investigadas de forma independente.
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