Pedreiro morre no primeiro dia de trabalho após entrar em caixa d’água em Santos

Homem foi encontrado desacordado dentro da estrutura durante serviço em uma obra na cidade; homens que prestaram socorro também passaram mal

Redação
Publicado em 02/09/2026, às 09h04

Bruno Reis dos Santos, de 27 anos, morreu após passar mal dentro de uma caixa-d’água subterrânea em obra em Santos - Divulgação/Polícia Civil


Um trabalhador de 27 anos morreu após passar mal dentro de uma caixa-d’água subterrânea, em uma obra na rua Silva Jardim, bairro Vila Mathias, em Santos, litoral de São Paulo, na manhã desta terça-feira (1º). Outros dois trabalhadores também passaram mal durante a tentativa de socorro.

A vítima foi identificada como Bruno Reis dos Santos. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, ele entrou em uma das estruturas e desmaiou. Na tentativa de ajudá-lo, outros dois homens entraram no reservatório e também apresentaram mal-estar.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte de Bruno ainda no local. Os outros dois trabalhadores foram retirados da caixa-d’água e encaminhados para atendimento médico na Santa Casa de Santos. A prefeitura informou que eles receberam atendimento e permaneceram em observação.

Investigação

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência e aguarda os resultados de exames para identificar o que pode ter provocado o mal-estar dos trabalhadores. Uma das possibilidades é que eles tenham inalado alguma substância presente no interior da estrutura.

Segundo o técnico de segurança ouvido pela polícia, as caixas-d’água subterrâneas estavam lacradas justamente por questões de segurança e pela possibilidade de acúmulo de gases no interior. A orientação era que a abertura fosse comunicada ao responsável pela segurança antes da entrada dos trabalhadores.

O boletim de ocorrência também apresenta versões diferentes sobre a realização do serviço. O mestre de obras afirmou que os trabalhadores deveriam receber orientação do técnico de segurança antes de iniciar a atividade nas caixas.

Já um dos funcionários socorridos relatou que teria recebido orientação para fazer a limpeza da estrutura e que não recebeu máscara nem instruções específicas para entrar no reservatório.

A perícia foi acionada e esteve na obra. O corpo de Bruno foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Santos como morte suspeita e morte acidental.

Bruno estava no primeiro dia de trabalho na obra. A contratação formal ainda não havia sido concluída quando ocorreu o acidente.



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