Operação Contenção: IML do RJ identifica 100 de 121 mortos

Além das identificações, 60 corpos foram liberados; laudos saem em 10 a 15 dias úteis, dizem parlamentares após diligência ao IML

Redação
Publicado em 31/10/2025, às 10h42

Ação ocorreu em cumprimento de mandados de prisão contra traficantes do CV (Comando Vermelho) - Tomaz Silva/Agência Brasil


O Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro informou que 100, dos 121 mortos na Operação Contenção, já foram identificados. Todos os corpos passaram por necropsia, exame que determina causa e circunstâncias da morte, mas os laudos serão divulgados em 10 a 15 dias úteis.

Segundo parlamentares federais e estaduais, 60 corpos já foram liberados para sepultamento. As informações foram colhidas em diligência ao IML, na tarde de quinta-feira (30).

Apesar das indentificações, os laudos periciais ainda dependem do prazo técnico de 10 a 15 dias úteis para conclusão e divulgação.



Cobranças de transparência

Parlamentares solicitaram a divulgação de uma listagem pública com os nomes dos mortos já identificados.

Segundo relato do deputado federal Henrique Vieira, a direção do IML afirmou que a Secretaria de Polícia Civil deve autorizar a publicação: “Se já tem um número de identificados e um número de liberados, por que isso ainda não é público? A única conclusão é que o Secretário de Polícia Civil ainda não autorizou”.

A deputada federal Talíria Petroni afirmou: “E eles justificaram também que a operação foi parte de uma investigação e por isso eles não podem identificar os mortos. O que mostra que eles já têm uma pré-caracterização de quem são esses mortos, de que há o envolvimento deles em algum crime”.



Direito das famílias

A comitiva cobrou que familiares possam ver os corpos antes do recolhimento pelas funerárias.

A deputada federal Jandira Feghali pontuou: “O que mais nos chamou a atenção foi a história de um casal que teve o filho decapitado, cuja cabeça foi encontrada em cima de uma árvore e eles não estavam conseguindo entrar para reconhecer o corpo. Isso é um direito constitucional".

O argumento dito é que o problema é de espaço físico e que a perícia é técnica, e que a identificação é por papiloscopia, por DNA ou por radiografia ortodôntica e a família só vai ver quando sair no caixão. Mas nós apelamos porque a dor das famílias é muito grande”.

Com a grande movimentação no Rio de Janeiro em decorrência da Operação Contenção, autoridades temem que criminosos fujam para o litoral norte de São Paulo. Entenda a preocupação: Autoridades temem fuga de criminosos do Rio para Ubatuba e Caraguá, no litoral norte de SP.



Com informações da jornalista Tâmara Freire, da Agência Brasil

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