Operação apreende 62 peças de joalheria durante ação em Guarujá

Polícia Civil também recolheu relógios, reagentes químicos, balança e documentos em estabelecimento comercial investigado

Redação
Publicado em 18/09/2026, às 09h20

Operação integra investigação sobre a possível existência de cadeia de receptação e comercialização clandestina de metais preciosos - Divulgação/1º DIG de Santos


Uma operação da Polícia Civil apreendeu 62 peças de joalheria durante ação de combate à receptação de metais preciosos em Guarujá. Ação ocorreu na quinta-feira (17) por equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (Dig) de Santos, que cumpriram mandado de busca e apreensão em um estabelecimento comercial investigado.

A operação faz parte de investigação conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter 6. Segundo a Polícia Civil, o trabalho tem como objetivo identificar e interromper integrantes de uma cadeia relacionada à subtração e ao comércio clandestino de metais preciosos na Baixada Santista.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais encontraram 62 peças de joalheria, que juntas pesavam 230,6 gramas. Entre os itens estavam cordões, pulseiras, anéis, brincos e colares. As peças foram recolhidas e encaminhadas para os procedimentos de investigação e perícia.



Além das joias, os agentes localizaram quatro relógios e duas engrenagens. Também foram encontrados três frascos de reagentes químicos, uma balança digital, instrumentos utilizados para identificação de metais e medidores de anéis.

Os materiais chamaram a atenção dos investigadores por estarem relacionados às atividades desenvolvidas no estabelecimento. A apreensão permitirá que a Polícia Civil faça a análise dos objetos e verifique a possível relação deles com a investigação sobre a origem e a comercialização de metais preciosos.

Documentos e dinheiro

Durante as buscas, os policiais também apreenderam documentos e objetos que poderão auxiliar no andamento da investigação. Foram recolhidos cadernos com anotações, recibos, ordens de serviço e um aparelho celular.



Os agentes encontraram ainda dinheiro em diferentes moedas. No estabelecimento havia R$610, além de US$9 e €7. Duas cartelas de cheque também foram apreendidas. De acordo com a Polícia Civil, os documentos e registros localizados poderão ser analisados para ajudar a esclarecer as movimentações realizadas no estabelecimento e a possível origem das peças encontradas durante a operação.

O celular também foi recolhido e deverá passar por análise dentro dos procedimentos previstos na investigação. O conteúdo do aparelho poderá ser utilizado pelos investigadores caso haja autorização judicial para acesso aos dados.

Busca em residência

Além do estabelecimento comercial, uma segunda ordem judicial foi cumprida em uma residência vinculada ao investigado, também em Guarujá.



Segundo a Polícia Civil, os agentes fizeram buscas no imóvel, mas nenhum material ilícito foi localizado. A diligência fez parte da mesma investigação e teve como objetivo verificar se havia outros objetos ou documentos relacionados aos fatos apurados.

Após o cumprimento dos mandados, todo o material recolhido foi levado para a sede da 1ª DIG de Santos. As peças de joalheria, equipamentos, documentos e demais objetos deverão ser submetidos aos procedimentos de análise e perícia.

A Polícia Civil informou que a cadeia de custódia dos materiais será mantida durante o processo, garantindo o registro das etapas de coleta, transporte, armazenamento e análise dos objetos apreendidos.



Investigado permaneceu em silêncio

O investigado compareceu à delegacia acompanhado de um advogado. Segundo a Polícia Civil, ele optou por permanecer em silêncio durante os procedimentos. Ainda conforme a corporação, o homem informou que pretende prestar esclarecimentos somente em juízo. A defesa acompanhou o investigado durante sua passagem pela delegacia.

Até o momento, a investigação busca esclarecer a origem das 62 peças de joalheria encontradas no estabelecimento e verificar se os materiais possuem relação com crimes praticados na região.

A apuração também deverá analisar os documentos, registros comerciais, equipamentos e demais objetos recolhidos durante a operação. O objetivo é identificar a procedência dos metais e verificar uma possível ligação do estabelecimento com casos de furto ou roubo de metais preciosos na Baixada Santista.



A operação faz parte de uma investigação mais ampla da Polícia Civil sobre a possível existência de uma cadeia de receptação e comercialização clandestina de metais preciosos. Novas diligências poderão ser realizadas conforme os investigadores avancem na análise do material apreendido.



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