Mulher é presa suspeita de participação na execução de ex-delegado no litoral de SP

Investigada teria levado o armamento da Baixada Santista até a região do ABC Paulista, para entregá-lo a uma pessoa ainda não identificada

Redação
Publicado em 18/09/2025, às 14h16

Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em Praia Grande, na noite de segunda-feira (15) - Prefeitura de Praia Grande/Reprodução internet


Uma mulher suspeita de envolvimento na morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi presa nesta quinta-feira (18). De acordo com as investigações, ela seria a responsável por transportar um fuzil utilizado na execução da vítima, que ocorreu na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral de São Paulo. Ruy saía da prefeitura de Praia Grande, no bairro Mirim, onde exercia a função de secretário municipal de Administração. 

Durante coletiva de imprensa nesta manhã de quinta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse:

É uma questão de honra para nós realizar a prisão de todos os que participaram desse terrível crime contra o delegado. Apesar de ele estar aposentado, todos sabemos que ele foi um dos delegados de polícia que mais enfrentaram de frente o crime organizado”.

A investigada, de 25 anos, teria levado o armamento da Baixada Santista até a região do ABC Paulista, para entregá-lo a uma pessoa ainda não identificada. Após a constatação, os agentes solicitaram sua prisão temporária, acatada pela Justiça. 



Conforme a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, apesar de o destinatário ainda não ter sido identificado, a mulher revelou outras informações que estão sendo apuradas. O celular dela foi apreendido para a perícia. 

Outros envolvidos

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), outros dois envolvidos foram identificados menos de 24 horas depois do crime. Equipes do DHPP, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande cumpriram, na quarta-feira (17), oito mandados de busca em endereços relacionados a Flávio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, mas eles não foram encontrados, sendo considerados foragidos. Itens apreendidos no local foram periciados e também devem colaborar com as investigações. 

Secretário Guilherme Derrite exibiu a foto de um dos suspeitos da execução de Ruy Ferraz Fontes - SSP-SP

 



O atual delegado-geral de Polícia, Artur Dian, apontou as possibilidades de motivação do crime: “As investigações complexas nas quais o ex-delegado-geral participou, que incluem prisões de grandes lideranças do crime organizado, ou por questões do atual trabalho dele, como secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande, no qual ele seria responsável por autorizar, ou não, alguns contratos.”

A SSP-SP reforçou o policiamento ostensivo e mobilizou unidades especializadas da Polícia Civil e do setor de inteligência da Polícia Militar, para identificar e responsabilizar todos os envolvidos na execução de Ruy Ferraz Fontes. 

Carreira do ex-delegado-geral

O delegado Ruy dedicou mais de 40 anos à Polícia Civil de São Paulo. Estava atualmente aposentado da instituição, exercendo a função de secretário de Administração, na prefeitura de Praia Grande. Ao longo de sua carreira, ocupou cargos de destaque, como delegado-geral de Polícia, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da capital, além de ter atuado em unidades como o Deic, Denarc e DHPP.



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