Mochilas esportivas escondiam mais de 100kg de cocaína que iriam do porto de Santos para a África

Droga estava em tabletes dentro de contêiner refrigerado com destino a país da África; ação é a sétima apreensão do ano no porto

Redação
Publicado em 03/06/2026, às 11h22

Bolsas esportivas com tabletes de cocaína foram encontradas durante busca aduaneira em navio atracado em Santos - Divulgação/Receita Federal


A Receita Federal apreendeu 108kg de cocaína durante busca aduaneira em um navio atracado no porto de Santos, litoral de São Paulo. A droga, segundo o órgão, estava em tabletes, dentro de mochilas esportivas colocadas em um contêiner refrigerado com destino ao Marrocos, no norte da África.

A interceptação ocorreu no sábado (30), durante uma operação de vigilância e repressão no complexo portuário santista. Após a confirmação da contaminação da carga, a Polícia Federal foi acionada para os procedimentos de polícia judiciária.

Com a nova apreensão, o porto de Santos chega à sétima ocorrência envolvendo drogas em 2026. Segundo levantamento divulgado pela Receita Federal, as ações deste ano somam 1.429kg de cocaína interceptados pela Alfândega de Santos.



O volume ainda fica abaixo dos registros dos últimos anos completos. Em 2025, a Receita contabilizou 7.378kg de cocaína apreendidos em 18 ações no porto. Em 2024, foram 5.260kg em 13 operações.

A série histórica mostra que o maior volume recente ocorreu em 2019, quando a Alfândega de Santos interceptou 27.053kg de cocaína em 56 ações. Nos anos seguintes, os números permaneceram elevados, com 20.572kg em 2020, 16.917kg em 2021 e 16.075kg em 2022.

Ainda de acordo com a Receita, o porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina e uma das principais rotas de exportação do país. Por isso, contêineres destinados ao exterior passam por monitoramento constante das equipes de fiscalização aduaneira, especialmente cargas com destino a regiões consideradas sensíveis para o tráfico internacional.



A Receita Federal informou que a apreensão de sábado integra o trabalho permanente de vigilância no complexo portuário. As investigações sobre a origem da droga e os responsáveis pela contaminação da carga ficarão a cargo da Polícia Federal.

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