Médico cardiologista é preso suspeito de importunação sexual contra paciente em Ubatuba

Mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã da quinta-feira (12); segundo denúncia, caso teria ocorrido dentro de uma clínica particular

Rodrigo Florentino
Publicado em 13/02/2026, às 10h00

Mandado foi cumprido pela Polícia Civil em uma residência no bairro Mato Dentro - Divulgação/PCSP


Um médico cardiologista de 58 anos foi preso em Ubatuba, litoral de SP, suspeito de importunar sexualmente uma paciente durante atendimento em uma clínica particular.

Mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Ubatuba foi cumprido pela Polícia Civil, na manhã da quinta-feira (12), em uma residência no bairro Mato Dentro.

Segundo os autos do processo, a paciente denunciou ter sido apalpada na região peitoral pelo médico, que também teria encostado e esfregado seu órgão genital contra ela. Ainda de acordo com a decisão pela prisão preventiva, este não seria o primeiro caso contra o médico.



Em nota enviada para o site G1 (TV Vanguarda), a clínica na qual o médico atuava disse que o profissional foi afastado de forma preventiva.

"A IntegralMed informa que, ao tomar conhecimento da denúncia envolvendo profissional que atuava em suas dependências, realizou imediatamente o afastamento preventivo de todas as atividades assistenciais, medida adotada antes de qualquer divulgação pública e mantida até a completa apuração pelas autoridades competentes.

A IntegralMed reafirma seu compromisso com a segurança, a dignidade e o respeito aos pacientes, repudiando qualquer conduta que contrarie princípios éticos e legais.



Desde o primeiro momento, há colaboração integral com as autoridades responsáveis pela investigação, permanecendo a instituição à disposição para fornecimento das informações necessárias dentro dos limites legais aplicáveis.

Em respeito a qualquer pessoa que eventualmente se sinta impactada, orienta-se que relatos sejam encaminhados diretamente aos órgãos oficiais de apuração, a fim de garantir a adequada investigação dos fatos.

Por se tratar de investigação referente a conduta individual ainda em apuração, esclarece-se que, até o momento, não há indicação de relação com protocolos ou práticas institucionais. O profissional não realiza atendimentos na clínica desde a ciência da denúncia.



Em razão do dever legal de sigilo e para não interferir na investigação em curso, não é possível divulgar detalhes adicionais neste momento".

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