Inspetor investigado por suspeita de abuso contra crianças deixa prisão em Itanhaém

Investigado estava preso preventivamente desde o início de agosto; Justiça determinou medidas cautelares e o afastamento de atividades na escola

Geilton Junior
Publicado em 24/08/2026, às 13h30

Inspetor de alunos investigado por suspeita de abuso sexual contra crianças em uma escola municipal de Itanhaém teve a prisão preventiva revogada pela Justiça. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil - Reprodução/Policia Civil


O inspetor de alunos investigado por suspeita de abuso sexual contra crianças, em uma escola municipal de Itanhaém, deixou a prisão na quinta-feira (20). A decisão da Justiça revogou a prisão preventiva, mas o caso continua em investigação pela Polícia Civil.

O homem, identificado como Marcelo Pinheiro da Silva, estava detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na capital paulista, desde o início de agosto. Ele foi preso após denúncias envolvendo crianças de 5 anos, que estudam na escola municipal Walter Arduini, localizada no bairro Gaivota.

A investigação começou depois que familiares procuraram as autoridades e relataram suspeitas de que as crianças teriam sido vítimas de violência sexual dentro da unidade de ensino. O caso é apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém e tramita sob segredo de Justiça.



A prisão preventiva foi revogada pela 2ª Vara do Foro de Itanhaém, após um novo pedido da defesa. Segundo informações divulgadas sobre a decisão, a análise das imagens das câmeras de segurança da escola e de elementos reunidos durante o inquérito foi considerada na reavaliação da necessidade da prisão.

De acordo com a defesa, as imagens de monitoramento não teriam mostrado o investigado sozinho com as crianças nos períodos apontados nas denúncias. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) também não teriam identificado vestígios que comprovassem conjunção carnal ou atos libidinosos.

As informações, contudo, integram uma investigação ainda em andamento e não representam uma conclusão definitiva sobre os fatos. Com a revogação da prisão, o investigado deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.



Entre elas estão o comparecimento periódico em juízo, o afastamento de atividades públicas e a proibição de se aproximar da escola e das supostas vítimas.

A prefeitura de Itanhaém informou anteriormente que afastou preventivamente o servidor assim que tomou conhecimento das denúncias e instaurou um procedimento administrativo para apurar a situação.  A administração municipal também disponibilizou à Polícia Civil imagens do sistema de monitoramento da escola e documentos relacionados à rotina da unidade.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil continua realizando diligências para esclarecer as circunstâncias das denúncias. A revogação da prisão não significa o encerramento do caso. O investigado permanece sob apuração e, até o momento, não há condenação.