Servidor municipal foi detido pela Polícia Militar; Polícia Civil apreendeu celular e crachá do investigado
Redação
Publicado em 07/08/2026, às 16h01
Um inspetor de alunos de 35 anos foi preso preventivamente, na noite de quinta-feira (6), no bairro Belas Artes, em Itanhaém, litoral de São Paulo, suspeito de estupro de vulnerável.
A captura ocorreu após a Polícia Militar ser acionada para uma ocorrência suspeita na rua do investigado e constatar um mandado judicial em aberto contra o servidor municipal.
De acordo com o boletim de ocorrência, agentes da Força Tática patrulhavam quando o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) informou sobre um indivíduo pulando o muro de uma residência.
No local, o próprio morador questionou a presença da equipe e, acompanhado da mãe e do padrasto, franqueou a entrada dos policiais no quintal para averiguação.
Ao consultarem os dados do homem no sistema, os policiais confirmaram a existência de um mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro de vulnerável, expedido no mesmo dia pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Itanhaém.
O investigado foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação e, em seguida, encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe, onde aguarda audiência de custódia.
Na manhã desta sexta-feira (7), policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém voltaram ao endereço para cumprir um mandado de busca e apreensão. A equipe, recebida pela mãe do suspeito, fez buscas por armas de fogo ou dispositivos eletrônicos que pudessem conter imagens e vídeos relacionados à investigação.
Foram apreendidos um aparelho celular e o crachá de identificação funcional de inspetor de alunos do investigado.
Em resposta à reportagem, a Secretaria de Educação afirmou que repudia veementemente qualquer conduta que atente contra a integridade dos alunos, e que trata o caso com "máxima prioridade e rigor".
A administração municipal determinou o afastamento preventivo imediato do servidor e instaurou um processo administrativo (PAD) para apuração interna. A secretaria informou ainda que "colocou à disposição da Polícia Civil a íntegra das imagens do sistema de monitoramento eletrônico da escola e os relatórios técnicos, colaborando de forma irrestrita com as investigações".
O poder público reforçou que mantém suporte e acolhimento contínuo às famílias envolvidas. Por se tratar de um crime envolvendo menores de idade, o inquérito tramita sob segredo de Justiça.