Fogo teve início na quarta-feira (30) e consumiu rapidamente o monumento ligado a uma lenda da cidade; prefeitura fará novo monumento no lugar
Rodrigo Florentino
Publicado em 01/10/2026, às 08h27
A Estátua da Feiticeira em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi consumida por um incêndio durante a quarta-feira (30).
O monumento ficava na Pedra da Feiticeira, na praia do Itararé.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a estátua de três metros e meio de altura, feita de fibra de vidro, foi consumida rapidamente pelo fogo.
Até o momento, a origem das chamas é desconhecida.
A corporação apagou o incêndio com o auxílio de oito bombeiros em três viaturas.
O local foi deixado em segurança e a polícia foi acionada para tomar as providências administrativas necessárias.
Imagens do incêndio circularam pelas redes sociais. Confira o vídeo:
Incêndio destrói histórica Estátua da Feiticeira em São Vicente
— Portal Costa Norte (@costanortenews) October 1, 2026
📹: Reprodução/Marcelo Ricky pic.twitter.com/FzvxPXgs07
O prefeito de São Vicente, Kayo Amado, afirmou que buscará reconstruir o monumento.
Eu acredito que o bem vence o mal. Então sempre tem um amanhã pra gente se levantar. E nessa a gente vai se levantar de novo. Agora a gente vai correr atrás, vai ver quanto custa e vai buscar fazer a estátua nova pra colocar aqui pois a cidade merece manter vivas as suas tradições”, disse o chefe do executivo municipal em transmissão nas redes sociais.
Na praia do Itararé, a formação rochosa onde a estátua ficava está ligada a uma antiga história popular que explica o surgimento do nome “Cama da Velha”.
De acordo com a tradição, uma mulher envolta em mistério tinha o hábito de permanecer sobre a pedra durante as noites.
A história diz que ela havia se apaixonado por um marinheiro português. Antes de partir, ele teria prometido retornar, mas o reencontro jamais ocorreu.
Tempos depois, a mulher avistou uma embarcação ao longe e imaginou que alguém a chamava.
Movida pela esperança de reencontrar o amado, entrou no mar para alcançá-la, afogou-se e morreu.
O local ficou associado à escultura da feiticeira, criada pelo artista Francisco Telles, que morreu em 2016, aos 72 anos.