Homem mata companheira por suposta traição e foge para a casa da mãe em Praia Grande

Vítima de 34 anos foi encontrada com graves ferimentos na face e sinais de esganamento, no bairro Tupiry; autor foi preso em flagrante

Redação
Publicado em 09/03/2026, às 17h00

Relação do casal era conturbada - Reprodução/redes sociais


Uma mulher de 34 anos, identificada como Thais Rodrigues Rocha de Oliveira, foi morta pelo marido na manhã de domingo (8), no bairro Tupiry, em Praia Grande. O crime ocorreu na residência do casal, na rua Cantor Renato Russo. O autor fugiu para a casa da mãe, no bairro Caieiras, onde foi localizado e preso em flagrante; ele confessou o assassinato à polícia.

Segundo boletim de ocorrência, ao qual o Costa Norte teve acesso, a Polícia Militar chegou ao local após ser acionada para uma ocorrência de “violência doméstica”. A denúncia partiu da irmã do autor, que viu ameaças dele publicadas na rede social.

Quando chegaram, os policiais encontraram a irmã em estado de choque na calçada, relatando que o irmão havia matado a companheira. Dentro do imóvel, na sala, os agentes localizaram Thais caída no chão, em decúbito ventral (de barriga para baixo), com diversos ferimentos no rosto e grande perda de sangue. O óbito foi constatado no local por uma equipe do Samu.



Confissão e prisão

Após o crime, o suspeito fugiu para a casa de sua mãe, no bairro Caieiras. Ele foi localizado pela Polícia Militar em via pública, desorientado e com um corte na cabeça; ferimento que, segundo ele, foi provocado pela própria mãe ao saber do assassinato.

Em depoimento, o homem confessou que desferiu vários socos na mulher e, por fim, a esganou. Ele alegou que a motivação seria uma suposta traição e afirmou que, antes do crime, sua vista “ficou branca” e que não se lembrava de muita coisa.

O agressor também admitiu ter postado no Facebook imagens da casa após o delito e fotos íntimas da vítima, que estavam na lixeira do celular.



O registro ainda detalha que o agressor teria dito a uma familiar, em ligação telefônica, que "não foi por causa de ‘gaia’ não, foi por pilantragem, dando dentro da minha casa e na minha cama; eu queria o cara, mas ela não quis falar".

Histórico de violência

Testemunhas relataram à polícia que o relacionamento de 20 anos era marcado por agressões. Uma familiar afirmou que o homem “foi a vida toda agressivo com a esposa”, e que Thais já havia acionado a polícia contra ele apenas três dias antes do feminicídio.

Apesar disso, no dia anterior ao crime, a vítima teria comentado que estava feliz por tentar reatar o relacionamento. As três filhas do casal haviam sido deixadas na casa da avó paterna pouco antes do ocorrido.



Decisão policial

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande como feminicídio. Os celulares do autor e da vítima foram apreendidos e passarão por perícia.

Diante da gravidade dos fatos e da confissão, a autoridade policial decretou a prisão em flagrante e representou pela conversão em prisão preventiva.

Na decisão, o delegado destacou que a medida é necessária para garantir a ordem pública, citando a “firme narrativa dos policiais militares, das testemunhas, da confissão do indiciado e do próprio corpo em óbito”. O homem permanece custodiado à disposição da Justiça.



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