Homem é preso com bebidas de procedência duvidosa em adega do Guarujá

Mandado de busca no estabelecimento também levou à apreensão de bebidas e cigarros; homem de 33 anos foi indiciado

Redação
Publicado em 06/11/2025, às 11h42

Preocupação com bebidas duvidosas aumenta em meio às recentes contaminações por metanol - Foto: Polícia Civil


Um homem de 33 anos foi preso em flagrante por contrabando de diversos produtos, em uma adega do Guarujá, litoral paulista, na manhã de quarta-feira (5). Entre os produtos, diversas bebidas alcoólicas de procedência duvidosa, além de latas de cerveja vencida.

O Costa teve acesso ao boletim de ocorrência, no qual policiais civis relatam o cumprimento de mandado de busca no imóvel, que fica da rua Engenheiro Silvio Fernandes Lopes, no bairro Pae Cará. No endereço, funcionava uma adega no térreo e moradia na parte superior.

Na parte de cima, a equipe localizou 148 garrafas vazias, já na área da adega, apreendeu 68 bebidas destiladas, 9 latas de cerveja vencida e um cigarro eletrônico. Também foram recolhidos 19 maços de cigarro, 5 celulares, 25 cartões bancários, seis máquinas de cartão e 10 cadernos com anotações.



A perícia foi acionada e confirmou a origem estrangeira dos cigarros, não autorizados para venda no país. O perito recolheu amostras de maços e levou, ainda, as bebidas destiladas e o cigarro eletrônico para análise.

Diante de casos recentes de adulteração de bebidas, o material ficou retido para verificação de procedência e destino. Os recentes casos de contaminação por metanol em bebidas de procedência duvidosa aumentam a preocupação sobre casos como este.

De acordo com o registro, o investigado disse que as garrafas vazias seriam destinadas à reciclagem. Afirmou ainda que buscaria notas fiscais com a contabilidade para comprovar a origem das bebidas e relatouque que vendia cigarros “para complementar renda”, embora soubesse que se tratava de prática ilícita.



O boletim aponta que o delito configura contrabando e destaca o caráter permanente da infração enquanto os produtos proibidos permanecem em depósito. As apreensões foram homologadas e a prisão em flagrante foi mantida. O caso foi registrado como contrabando na Delegacia de Polícia do Guarujá.

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