Briga começou após mãe relatar filho sumido na areia, mas resgate no mar teve prioridade; GBMar diz que colabora com as investigações
Lenildo Silva
Publicado em 08/01/2026, às 19h52
Na manhã desta quinta-feira (8), na Praia Grande, em Ubatuba, um GVT (guarda-vidas temporário) acabou algemado e agredido após confusão com banhistas, fato que mobilizou Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e equipes do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), segundo relatos e registros em vídeo.
🚓 | Guarda-vidas é algemado e agredido após briga com banhistas no litoral de SP
— Portal Costa Norte (@costanortenews) January 9, 2026
Briga começou após mãe relatar filho sumido na areia, mas resgate no mar teve prioridade; GBMar diz que colabora com as investigações
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De acordo com testemunhas, uma mulher ainda não identificada procurou os guarda-vidas para relatar que o filho havia desaparecido momentaneamente na faixa de areia. No entanto, o guarda-vidas temporário priorizou resgate no mar em andamento, o que gerou insatisfação da solicitante.
Conforme relatos do guarda-vidas envolvido na confusão, após ele ter negado o atendimento, a mulher passou a hostilizá-lo verbalmente, o que ocasionou exaltação entre as partes e situação partiu para agressões.
Imagens encaminhadas à reportagem e que viralizaram nas redes sociais (veja mais acima) mostram o casal de banhistas e dois guarda-vidas discutindo. Em meio à confusão, a mulher aparece desferindo socos e chutes contra os socorristas.
Em outro trecho do vídeo, o guarda-vidas surge algemado por policiais militares e com o rosto ensanguentado. Em depoimento gravado, o GVT afirmou que sofreu chute no rosto por parte da mulher, enquanto estava imobilizado, fato que causou revolta entre colegas de trabalho e frequentadores da praia.
O guarda-vidas envolvido afirmou, ainda, que sofreu injúria racial durante a confusão. Segundo o relato, a mulher o teria chamado de "macaco" antes de partir para agressão física contra o socorrista.
Em nota oficial, o GBMar informou que a Polícia Militar interveio para separar os envolvidos e restabelecer a ordem. Segundo a corporação, não foi possível identificar, naquele momento, quem iniciou as agressões. A ocorrência foi apresentada à Delegacia de Polícia de Ubatuba, onde permanece sob apuração.
Episódio causou forte repercussão entre salva-vidas do município, que manifestaram indignação e passaram a discutir paralisação dos trabalhos na praia.
Quanto a isso, o GBMar informou que não tomou conhecimento formal sobre possíveis paralisações e destacou que guarda-vidas temporários seguem regime especial de contratação, com eventuais paralisações avaliadas de forma estratégica, para não comprometer o serviço nas praias.
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