Golpe do cartão aplicado por telefone faz mais uma vítima em Guarujá

Desta vez, a vítima foi uma idosa acamada, que sofre das doenças de Parkinson e Alzheimer

Da Redação
Publicado em 12/11/2019, às 10h17 - Atualizado em 23/08/2020, às 20h48

- Reprodução/PxHere


Mais uma idosa de Guarujá foi vítima de estelionatários que aplicam golpes por telefone a usuários de cartões de crédito. Desta vez, os criminosos usaram R$ 5.800 dos cartões da mulher. No dia 4 de novembro, um homem de 80 anos também havia sido alvo do golpe, praticado com o mesmo padrão.

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A filha da vítima - responsável legal pelas operações financeiras devido a mãe, de 83 anos, estar acamada e sofrer das doenças de Parkinson e Alzheimer - informou ter recebido uma mensagem no telefone fixo, informando que o cartão havia sido clonado, com registro de uma compra efetuada nas Lojas Americanas. 



Na mensagem, a orientação era de que ela ligasse imediatamente para o telefone da central do banco. Ela o fez e foi informada que o cartão seria bloqueado e, para isso, deveria digitar a senha e posteriormente cortá-lo ao meio. A estelionatária, que se passava de funcionária do banco, ainda orientou que ela escrevesse uma carta sobre o ocorrido, a ser encaminhada às polícias Federal e Civil. 

A suposta atendente do banco informou à mulher que um motoboy pegaria tanto o cartão cortado quanto a carta em sua casa. Meia hora depois, um homem apareceu em sua casa, sem motocicleta, para levar o material. 

Posteriormente, a mulher percebeu que foram realizadas três compras com o cartão de sua mãe, todas no dia 5 de novembro, nos valores de R$ 100, R$ 3.400 e R$ 2.300. Por não ser responsável por estes gastos, ela notou que havia caído em um golpe. 



Golpe

No dia anterior, 4 de novembro, um aposentado de 80 anos, também morador de Guarujá, foi alvo de um golpe em que os estelionatários visam usuários de cartão de crédito, e se passam por funcionários da central de segurança da operadora e da agência bancária. 

No golpe, que já resultou na prisão de oito pessoas em maio de 2017, em Porto Alegre e São Paulo, os estelionatários sempre ligam para telefones fixos porque, ao pedir para a vítima ligar para a operadora do cartão de crédito, no número oficial, eles mantém a linha presa, conforme esclarecido pela polícia. 



Quando a vítima acredita encerrar a ligação, o estelionatário coloca uma gravação que dá o sinal de linha, por isso, ao terminar de discar, o criminoso coloca outra gravação padrão, para que a pessoa não suspeite do golpe.