Funcionária morta no porto de Santos: demora para retirada do corpo causa comoção

Colaboradora foi encontrada sem vida em armazém da Corredor Logística e Infraestrutura; empresa afirma que retirada do corpo ocorreu após perícias obrigatórias

Lucas Santos
Publicado em 14/01/2026, às 17h15

Vítima caiu de plataforma com mais de 20 metros - Imagem ilustrativa/Luciana Sotelo/Arquivo CN


Uma funcionária de 40 anos morreu em acidente de trabalho no porto de Santos, na noite de segunda-feira (12). Retirada do corpo do local ocorreu na manhã seguinte, o que gerou comoção nas redes sociais, após a irmã da vítima gravar vídeo no qual dizia que o corpo já estava no local havia mais de 15 horas.

Denise dos Santos Teixeira foi encontrada caída no chão do armazém 16 do cais santista, onde trabalhava. Há indícios de que ela tenha caído de cerca de 20 metros, após o piso de uma esteira ceder, circunstâncias que ainda são apuradas, segundo boletim de ocorrência ao qual o Costa Norte teve acesso.

Na terça-feira (13), circularam nas redes sociais informações de que o corpo teria permanecido no local por mais de 15 horas após a tragédia. A retirada ocorreu após liberação pericial, na manhã de terça-feira (13), segundo nota da empresa.



Questionada, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o fato ocorreu dentro do terminal da CLI e que, por esse motivo, caberia à empresa tratar do assunto.

Em nota oficial, a Corredor Logística e Infraestrutura informou que, após a colaboradora ser encontrada caída, por um mecânico da equipe, a brigada de emergência foi acionada, assim como os serviços de emergência médica, que permaneceram no local por mais de 45 minutos em tentativas de reanimação. A empresa não se manifestou oficialmente sobre a retirada do corpo.

A retirada é de responsabilidade total do Instituto Médico Legal (IML). A reportagem tentou contato com o IML de Santos, mas não foi atendida.



Apuração e posicionamento da empresa

A CLI afirmou que a funcionária executava atividade rotineira de inspeção mecânica, prevista nos procedimentos operacionais do terminal, conduzida por profissionais treinados e devidamente equipados. Empresa destacou ainda que Denise havia concluído todos os treinamentos exigidos para o exercício da função.

Segundo a nota, as causas do acidente ainda estão sendo apuradas. Para isso, a empresa contratou uma consultoria externa especializada em segurança do trabalho, que conduz  investigação independente. A CLI informou que permanece à disposição das autoridades e que colabora integralmente com as apurações.

A empresa também declarou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da funcionária e informou que a família foi comunicada e acolhida no próprio terminal, com acompanhamento das equipes de Recursos Humanos e Saúde.



Caso foi registrado como morte suspeita na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.

A matéria foi modificada, na manhã desta quinta-feira (15), devido a informações divergentes durante a apuração dos fatos.

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