Motociclista usava perfil fraudulento de outro estado na plataforma 99Motos; ele foi capturado com moto e celular após investigação da Polícia Civil
Redação
Publicado em 27/02/2026, às 16h12
A Polícia Civil prendeu, na manhã de quinta-feira (26), um homem de 27 anos suspeito de se passar por motociclista de aplicativo da plataforma 99Moto, para cometer roubo com agressão contra um passageiro, em dezembro de 2025.
Prisão ocorreu por volta das 7 horas, no bairro Jardim Casqueiro, em Cubatão, durante cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça, em ação do 2º Distrito Policial do município.
Segundo as investigações, o crime ocorreu no dia 12 de dezembro, quando a vítima solicitou corrida pela plataforma 99Moto em Cubatão e discutiu com o condutor sobre pagamento, momento em que teve celular roubado após sofrer agressões.
Vítima informou que conseguiu anotar a placa da motocicleta, detalhe que permitiu identificação do suspeito e que deu início ao trabalho investigativo da Polícia Civil.
Durante a investigação, policiais verificaram que o cadastro do aplicativo apontava um motorista residente em Rondônia, dado incompatível com o caso, e, por meio de análise facial e cruzamento de informações, identificaram o verdadeiro responsável, que possuía antecedentes por roubo, extorsão e porte ilegal de arma.
Na residência do investigado, agentes apreenderam motocicleta Honda PCX e aparelho celular utilizados pelo suspeito, que realizou mais de 1,7 mil corridas pela plataforma. Após a prisão, a vítima compareceu à delegacia e reconheceu o autor do crime.
Por meio de nota enviada à imprensa, a 99 informou que adota política de tolerância zero contra fraudes e destacou que, após o registro da denúncia na Central de Segurança, o perfil considerado irregular foi imediatamente bloqueado na plataforma.
A empresa também afirmou que investe continuamente em tecnologias de verificação, incluindo checagem de autenticidade das informações dos motoristas parceiros, análise de histórico público e reconhecimento facial periódico, além de permanecer à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
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