Jovem divulgou mensagens atribuídas ao docente e afirma que recebia abordagens inadequadas desde 2024; Centro Paula Souza instaurou apuração e determinou afastamento cautelar
Redação
Publicado em 10/06/2026, às 14h10
Um professor da Escola Técnica Estadual (Etec) de Cubatão foi afastado preventivamente de suas funções, após ser acusado de assédio sexual por um ex-aluno da instituição. O caso ganhou repercussão após o jovem divulgar nas redes sociais mensagens atribuídas ao docente e relatar que vinha sendo alvo de abordagens consideradas inadequadas após concluir o curso.
De acordo com o ex-aluno, os primeiros contatos ocorreram em maio de 2024, quando o professor teria enviado mensagens com elogios e comentários que lhe causaram desconforto. Após bloquear o número do docente, o jovem afirma que continuou recebendo mensagens por meio de outros contatos telefônicos, o que teria prolongado a situação ao longo dos meses. Ainda segundo o relato, o caso foi comunicado à direção da unidade à época dos fatos.
O estudante afirma que recebeu orientação para registrar um boletim de ocorrência e formalizar a denúncia pelos canais institucionais, mas sustenta que nenhuma medida efetiva foi adotada naquele momento. Recentemente, ele voltou a receber mensagens do professor, desta vez pelo aplicativo Telegram, o que motivou o registro de novo boletim de ocorrência e a exposição pública do caso.
O Centro Paula Souza (CPS) informou que afastará cautelarmente o professor até a conclusão da apuração preliminar. A instituição afirmou que acolheu o denunciante, orientou o registro de boletim de ocorrência e encaminhou o caso à Controladoria Geral do Estado (CGE). O CPS também destacou que possui comissão permanente de prevenção e combate ao assédio e reafirmou seu repúdio a qualquer forma de assédio.
Confira a nota na íntegra:
"O Centro Paula Souza (CPS) informa que o professor será afastado cautelarmente de suas atividades até a conclusão da apuração preliminar do caso. Ao tomar conhecimento dos fatos, a direção da Etec de Cubatão prestou acolhimento ao ex-aluno e o orientou a registrar o boletim de ocorrência. O denunciante não é mais aluno da unidade.
A denúncia já seguiu para a Controladoria Geral do Estado. O Centro informa que possui uma Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual para capacitação de profissionais, visando conscientizar a comunidade acadêmica e seus funcionários sobre respeito irrestrito aos direitos civis. O Centro Paula Souza segue acompanhando o caso e está à disposição das autoridades. O CPS repudia toda e qualquer forma de assédio dentro e fora de suas unidades."